Futebol/Mercado - ( - Atualizado )

Vilson já chegou falando em sair e não deixou prejuízo, diz Brunoro

William Correia São Paulo (SP)

“Estou louco para falar sobre isso.” Foi assim que o diretor executivo José Carlos Brunoro começou uma resposta sobre Vilson em sua entrevista coletiva nesta sexta-feira. O dirigente do Palmeiras admitiu que o clube serviu de trampolim para o zagueiro, que veio do Grêmio em fevereiro já à espera de uma oferta europeia e foi liberado para o Stuttgart , da Alemanha, por R$ 700 mil.

O jogador, que se tornou titular absoluto de Gilson Kleina, foi um dos primeiros reforços contratados na gestão de Paulo Nobre e veio no pacote cedido pelo Grêmio para levar Barcos. Mas o defensor assumiu que não pensava em longo futuro no Verdão, embora tivesse assinado contrato até 31 de dezembro.

Em janeiro, Vilson se desentendeu com Vanderlei Luxemburgo, saiu dos planos do Grêmio e passou a procurar um clube para jogar enquanto negociava sua ida para o futebol europeu. Expôs essa condição ao Palmeiras, que precisava de um zagueiro para seu elenco em fevereiro e só exigiu não ter nenhum prejuízo caso a saída do jogador se confirmasse. Por isso, o titular partiu para a Alemanha por R$ 700 mil.

“O Vilson fez contrato de um ano, mas com a condição de que estava quase certa uma proposta da Europa. Achávamos importante tê-lo naquele momento, e então acertamos o valor para ressarcir o que tínhamos gastado com ele porque não achávamos justo liberá-lo sem sermos ressarcidos”, explicou Brunoro. “Se ele não conseguisse ir para a Europa, assinaria pré-contrato em 1º de setembro. E o pré-contrato já estava pronto.”

Fernando Dantas/Gazeta Press
Zagueiro veio do Grêmio já falando que poderia ir para a Europa e o Palmeiras só exigiu receber o que gastou
O que irritou o diretor executivo foi ouvir que o Palmeiras vendeu um de seus principais jogadores por R$ 700 mil, e um zagueiro de 24 anos. “O Vilson não foi vendido, foi uma ação de acordo. Quem me conhece sabe que eu não o venderia por essa cifra”, defendeu-se, até elogiando o jogador por ter entrado em campo na péssima atuação do time na derrota por 3 a 0 para o Atlético-PR que eliminou o clube da Copa do Brasil.

“Fomos pegos de surpresa e avisados de que viria a proposta na manhã do jogo, e nos acarretou a situação de decidir se jogaria ou não. O Vilson fez questão de jogar, correndo o risco de se machucar. Falou que não queria nem saber. O treinador sentiu firmeza e ele jogou”, afirmou Brunoro, que não vai ao mercado caçar substitutos.

“Já temos um planejamento com outros zagueiros porque a zaga, em função de cartões e essas coisas, muda muito. E ainda temos, felizmente, a saída do Henrique para a Seleção. Portanto, já tínhamos programado para isso. Mas estamos no radar. Se aparecer uma coisa legal, vamos em frente e podemos contratar alguém. Só que não é a ideia neste momento”, reforçou.

O substituto de Vilson será Tiago Alves, contratado após se destacar pelo Mogi Mirim no Campeonato Paulista e que já começará a parceria com Henrique neste sábado, contra o Ceará. E Vilson sai após 23 jogos e quatro gols marcados pelo clube, trajetória também atrapalhada por ter ficado três meses afastado em recuperação de lesão no joelho esquerdo – só atuou em sete rodadas da Série B.

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