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Adalberto ganha sala ao lado de Juvenal e controle de associados

Tossiro Neto São Paulo (SP)

A rotina de Adalberto Baptista como diretor secretário-geral será bem diferente dos tempos em que dirigia, sob críticas, o futebol do São Paulo. No novo cargo, de caráter administrativo, ele ficará na sede social, e não no CT da Barra Funda, onde já não é bem quisto. Agora ele terá uma sala a poucos metros daquela em que fica o presidente Juvenal Juvêncio, no Morumbi.

Com auxílio de três funcionárias, o empresário dará suporte ao mandatário, aos três conselhos do clube (Deliberativo, Consultivo e Fiscal) e terá controle sobre admissões e exclusões no quadro de associados. Além disso, todas as correspondências e atas de reuniões passarão por suas mãos. Soa trabalhoso, porém será bem mais tranquilo do que decidir os rumos do time.

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Ex-diretor de futebol tem novo cargo no clube
"Quando se tem um presidente centralizador como o Juvenal, há pouca coisa para resolver. Se souber controlar, não será necessário estar lá diariamente. Quando o presidente era o Paulo Amaral, sim, eu ia lá todas as tardes", diz Affonso Renato Meira, que deixou o cargo há pouco para apoiar a ala oposicionista de Kalil Rocha Abdalla e Marco Aurélio Cunha.

Mais do que pela ajuda burocrática, Juvenal nomeou Adalberto para se reaproximar de modo oficial e público de seu homem de confiança, o qual, apesar das críticas da torcida e do atrito com o goleiro e ídolo Rogério Ceni (algumas das razões que o levaram a entregar o cargo, no fim de julho), pode até ressurgir como uma alternativa da situação na eleição presidencial de abril de 2014.

"Eu não o indicaria para esse cargo", contesta Meira. "Acho que, neste momento, não é um homem para a diretoria. Ele não foi feliz no futebol, tanto que o São Paulo está quase na divisão secundária. Diretor de futebol não pode dizer que o goleiro do time jogou machucado. Se sou diretor, e o goleiro está machucado, o goleiro não joga. O Adalberto falava mais do que deveria falar e, quando deveria estar junto do time, em ocasiões importantes, fez coisas que lhe eram mais interessantes pessoalmente".

Antes da polêmica com Ceni, o dirigente já havia sido questionado em alguns momentos por ter participado de provas automobilísticas em vez de viajar com a delegação - foi assim principalmente ao longo da fraca campanha na Copa Libertadores. Afora isso, também foi responsável por antecipar a recente excursão ao exterior, forçando a equipe a disputar três jogos amistosos em quatro dias, em dois países diferentes, antes de seguir ao Japão.

Pouco mais de um mês entre a saída e o retorno de Adalberto, o futebol segue sem diretor. Quem toma as decisões é o gerente executivo Gustavo Oliveira. Também ainda não há substituto para a pasta de planejamento e desenvolvimento, anteriormente ocupada por Paulo Eduardo Branco Vasques, que, a exemplo de outros membros, debandou para a oposição.

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