Futebol/Brasileiro Série B - ( )

Ainda com desgaste emocional, Kleina tenta esquecer bronca de Nobre

São Paulo (SP)

Gilson Kleina ouviu o diretor executivo José Carlos Brunoro garantir seu emprego mesmo se o Palmeiras perdesse do Ceará no sábado, mas o técnico soltou um palavrão enquanto reagia, inerte, ao gol de desempate do time nordestino no Castelão. O Verdão até conseguiu o 2 a 2, mas o técnico ainda parece sentir a bronca pública do presidente Paulo Nobre logo após a apática atuação e a eliminação na Copa do Brasil na quarta.

“Não existe desgaste físico, mas emocional. Quantos jogos o Palmeiras vem fazendo a cada três dias...”, disse o treinador, logo adotando, porém, um discurso de reabilitação mental após seguidas conversas com os dirigentes. “Sempre fazemos reuniões semanais, conversamos, estamos atentos a todos os pontos. Isso já é passado.”

A missão de Kleina é deixar que esse “passado” não comprometa seu futuro. Logo após levar 3 a 0 do Atlético-PR, Nobre disse que a apatia não se restringia àquele jogo, algo que o técnico discordou. E a desconfiança de empolgação do time pela liderança com folgas na Série B também atingiu em cheio o chefe da comissão técnica.

Antes do primeiro treino aberto à imprensa depois da partida, na sexta-feira, a comissão técnica e os jogadores se reuniram com Brunoro e o gerente de futebol Omar Feitosa. No dia anterior, Kleina já tinha se reunido com Nobre. Embora o discurso tenha sido de palavras de incentivo, o treinador apareceu cabisbaixo diante das câmeras, só atuando como de costume no treino tático.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Kleina não é o preferido do presidente nem faz parte ainda dos planos para o centenário, mas tenta se motivar
“Perdemos um jogo eliminatório sem jogar bem contra um adversário em grande momento. A eliminação pesa, não tivemos força suficiente nem a reação que normalmente mostramos dentro de derrotas”, comentou o treinador, reforçando em suas palavras a necessidade de esquecer o que ocorreu em Curitiba.

“Temos que canalizar forças. Tivemos muito apoio do presidente e conversamos muito com o Omar, o Brunoro e o grupo de jogadores. Administramos internamente. E agora, terça-feira, vamos para a decisão do primeiro turno”, apontou, falando do jogo contra a Chapecoense, no Pacaembu, quando bastará o Verdão não perder para terminar a primeira metade da Série B na liderança.

São os discursos de um técnico que sabe não ser o preferido de Nobre mesmo antes da posse do presidente, que só não o trocou porque chegou ao cargo após a estreia no Paulista. Sincero, Brunoro também avisou: Gilson Kleina ainda não faz parte dos planos da diretoria para participar do centenário do clube, no ano que vem.

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