Futebol/Campeonato Brasileiro - ( )

Apesar de goleada, Jayme evita euforia e fala em time inseguro

Rio de Janeiro (RJ)

O Flamengo venceu neste domingo o Criciúma no Maracanã por 4 a 1, e empolgou a torcida não só com a goleada, mas com um grande futebol apresentado no primeiro tempo da partida. Após o jogo, o treinador Jayme de Almeida ressaltou a boa atuação diante do Tigre, mas também lembrou que a situação da equipe não é das melhores no campeonato.

“Era um jogo de importância muito grande. No primeiro tempo, fizemos uma partida muito boa, trabalhamos a bola. Fomos felizes no que nos propusemos. Fizemos dois gols de bola parada, o que não é comum. O time do Criciúma é muito perigoso, tem jogadores rápidos na frente. Nosso time está numa situação que às vezes passa insegurança, como foi no segundo tempo. O Criciúma cresceu. Mas o jogo acalmou, saíram os contra-ataques. O resultado é de 4 a 1, mas sabemos que o Flamengo não é nenhuma 'oitava maravilha do mundo'. Temos que ter pés no chão. Estamos caminhando para cada vez mais nos afastarmos dessa zona”.

Mesmo com o time a cinco pontos do próprio Criciúma, 17º colocado e último da zona de rebaixamento, Jayme mantém a cautela para falar sobre o perigo de rebaixamento: “Seria leviano se dissesse que acabou o risco. Precisamos trabalhar muito para sair dessa situação. O perigo continua e temos consciência disso. Não tem um jogo fácil. Sabemos disso”.

Após abrir 3 a 0 ainda no minuto 23, o Rubro-negro cometeu um vacilo nos minutos finais da primeira etapa e teve o goleiro Felipe expulso após cometer pênalti em Lins. Com dez em campo e a diferença diminuída para dois gols após a cobrança de Daniel Carvalho, o comandante do Flamengo acredita que o time sentiu o medo de ver a vitória escapar assim como em jogos passados: “Existe uma insegurança. Tenho certeza que o time sentiu um pouco naquele gol ali. É normal, principalmente porque vínhamos passando por algumas situações semelhantes que não se transformaram em vitória. Isso mexe com o jogador. O Criciúma veio para cima. Ficamos bastante encurralados. Só depois dos 20 minutos do segundo tempo, quando colocamos a bola no chão, foi que tranquilizamos”.

“Não queria sair daqui com uma vitória apertada, até pela autoestima dos nossos jogadores. Estamos ficando cada vez mais fortes para sair dessa situação o mais rápido possível e ter tranquilidade”, reforçou o treinador.

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