Futebol/Série D - ( - Atualizado )

Após evitar gol, massagista diz que não se arrepende e recebe apoio

Juiz de Fora (MG)

A classificação do Aparecidense para as quartas de final da Série D do Campeonato Brasileiro teve como personagem um massagista ao invés de um atleta. Ao impedir o gol de Ademilson, do Tupi-MG, aos 44 do segundo tempo, Romildo Fonseca da Silva, mais conhecido como Esquerdinha, não só manteve o 2 a 2 que classificou o time goiano, como causou um grande alvoroço no Estádio Municipal radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora-MG.

Com o vestiário dos visitantes cercado por furiosos jogadores e torcedores do Tupi e protegido pela polícia local, Esquerdinha, sem nenhum arrependimento, explicou a polêmica intromissão: “Eu estava atrás do gol, tinha um ataque contra a Aparecidense, estava aos 44 minutos do segundo tempo. Eu estava atrás do gol e tirei porque era a única chance nossa. Eu tive um impulso e tirei para a gente classificar. Não me arrependo, tirei o gol e tiraria de novo”, afirmou, em entrevista à Rádio 730 de Goiânia.

João Rodrigues “Cocá”, diretor de futebol da Aparecidense, também tentou explicar a participação inusitada do massagista, e apesar de condenar a atitude, declarou apoio ao funcionário: “É como ele mesmo falou pra mim agora: é a emoção daquele momento. Deu vontade e aí ele foi lá e fez. Ele é torcedor, mas acima de tudo é uma pessoa do bem. Não era para acontecer, mas aconteceu e a gente tem que dar todo o respaldo para ele. Por que ele é um grande ser humano e um pai de família”.

Ainda na noite de sábado, o Tupi divulgou um comunicado oficial onde chama o episódio de “uma das páginas mais vergonhosas da história do futebol brasileiro” e fala em mover ações judiciais para buscar a alteração do resultado da eliminatória. Questionado sobre um possível imbróglio judicial, o diretor do clube goiano se mostrou tranquilo e disse confiar no critério utilizado pelo árbitro, que considerou as defesas do massagista como intromissões de um “corpo estranho”.

“Não sei o que possa acontecer, a única coisa que não pode é mudar o resultado dentro de campo. Tanto é que o juiz voltou o jogo e ainda deu dez minutos de jogo, deu prosseguimento. Não sei o que possa acontecer, mas evidente que é um corpo estranho dentro do campo, uma pessoa que não tem nada a ver com o jogo. O árbitro fez o certo”, argumentou Cocá.

Autor de um dos gols da partida, o volante Geovani descreveu o lance como “coisa de televisão”: “Nunca vi uma coisa assim. É coisa que a gente vê na televisão. Acredito que foi uma falta de responsabilidade, mas todo mundo sabe que o futebol tem essas loucuras. Infelizmente e felizmente, acabou acontecendo hoje e ajudando a gente a se classificar. Agora é bola pra frente".

“Eu falei para ele no vestiário: Esquerda, isso que você fez foi irresponsável. Só que foi a melhor do ano. Por essa, ele tem que ganhar mais premiação que os jogadores. Acho que vou dar parte do meu bicho pra ele”, completou.

Enquanto o Tupi busca ganhar a vaga na Justiça, a Aparecidense aguarda a definição do vencedor do confronto entre Mixto-MT e Resende-RJ para saber quem enfrenta nas quartas de final do torneio. Além de se classificar para as semifinais, na Série D, os vencedores de cada um dos quatro confrontos das quartas garante também o acesso direto à Série C de 2014.

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