Futebol/Campeonato Brasileiro Série A - ( - Atualizado )

Botafogo é surpreendido pela Ponte Preta e perde a terceira seguida

Gazeta Press Rio de Janeiro (RJ)

O Botafogo sofreu a terceira derrota seguida e, cada vez mais, segue se afastando do líder Cruzeiro. O Alvinegro de General Severiano foi derrotado pela Ponte Preta, por 1 a 0, em partida disputada na noite deste sábado, no Maracanã. Elias, de pênalti, marcou o único gol do jogo, no final do primeiro tempo.

O resultado manteve o time carioca com 42 pontos, em segundo lugar, oito a menos do que o Cruzeiro, que ainda jogará neste domingo. A Ponte chegou aos 22 pontos ganhos, mas segue na penúltima posição na classificação do Campeonato Brasileiro.

O resultado acabou premiando a objetividade da equipe de Campinas, que soube neutralizar as ações ofensivas do Botafogo. Seedorf voltou a ter uma atuação apenas discreta e acabou substituído durante a segunda etapa.

Na próxima rodada, o Botafogo enfrentará o Fluminense, na quarta-feira, no Maracanã. A Ponte Preta receberá o Náutico, na terça, no Moisés Lucarelli.

O jogo - O Botafogo começou a partida com ímpeto ofensivo, tentando marcar a saída de bola da Ponte Preta, que apenas procurava se defender. Aos cinco minutos, Seedorf cobrou escanteio, a defesa da equipe paulista se atrapalhou ao tentar aliviar o perigo e a bola acabou sobrando para Rafael Marques, que bateu para fora, sem levar perigo ao gol defendido por Roberto.

Divulgação/Botafogo F. R.
O Botafogo sofreu mais uma derrota no Campeonato Brasileiro, agora para a Ponte (Foto: Satiro Sodre/SSPress)
Enquanto a equipe carioca buscava o ataque, a Ponte Preta ficava fechada na defesa, esperando por um erro do adversário para tentar armar uma jogada de velocidade. Aos 14 minutos, após cruzamento, Lodeiro concluiu, de letra, mas a bola bateu em Rafael Marques, que estava impedido, invalidando a jogada.

Aos 18 minutos, a equipe visitante criou sua primeira jogada de perigo. Adaílton recebeu a bola, próximo à meia-lua, e chutou em cima de Bolívar, que abafou a jogada. Aos 20 minutos, o time dirigido por Oswaldo de Oliveira deu a resposta. Após cruzamento, Hyuri falhou na conclusão, Seedorf foi bloqueado e Gabriel aproveitou a sobra para chutar, mas a bola saiu. Dois minutos depois, Seedorf cruzou da direita, a bola atravessou a área da Ponte e ninguém apareceu para chutar.

A Ponte Preta pouco se arriscava e tentava chegar ao gol com chutes de longe, principalmente com Fellipe Bastos, mas as conclusões não levaram perigo para Jefferson.

Aos 35 minutos, Elias foi derrubado pelo zagueiro Dória, na entrada da área, mas a cobrança de Fellipe Bastos explodiu na barreira e não chegou a incomodar o goleiro Jefferson. O time paulista se mostrava mais agressivo e chegou novamente com perigo, aos 38 minutos, mas o lançamento para Rildo, que penetrava livre, acabou bloqueado por Dória.

Aos 40 minutos, Adaílton lançou Artur, em velocidade, dentro da área, e o lateral Lima desviou a bola, mas o árbitro interpretou a jogada como pênalti, provocando muitos protestos por parte dos jogadores da equipe carioca. Elias bateu forte, no canto direito de Jefferson, e marcou o gol do jogo.

Nos minutos finais do primeiro tempo, o Alvinegro carioca tentou pressionar, em busca do gol de empate, mas, para frustração da torcida, nada conseguiu de positivo.

Os dois times voltaram sem modificações para o segundo tempo. E antes do primeiro minuto, a torcida carioca tomou novo susto. Ao tentar aliviar o perigo na sua área, Dória chutou, a bola bateu na cabeça de Fellipe Bastos e quase surpreende o goleiro Jefferson. Aos quatro minutos, o árbitro marcou falta sobre Seedorf nas proximidades da grande área, mas a cobrança de Edilson ficou na barreira.

Arte GE.Net
Os jogadores da equipe carioca exibiam muito nervosismo e os constantes erros de passes começaram a provocar vaias por parte da torcida. Aos nove minutos, Lodeiro tentou uma jogada individual, mas acabou adiantando a bola e o goleiro Roberto saiu com precisão, para aliviar o perigo. Oswaldo de Oliveira decidiu trocar Hyuri, muito mal no jogo, por Octávio, para dar mais velocidade ao time.

Aos 12 minutos, Edilson penetrou pela direita e cruzou forte. A bola passou por todo mundo e acabou nos pés de Lima, que conseguiu dominar e bateu cruzado. O goleiro Roberto desviou, salvando a Ponte Preta. Na sequência, a bola acabou nos pés de Rafael Marques, que foi bloqueado por Ferron, na hora da conclusão.

Preocupado com a pressão da equipe de General Severiano, o técnico Jorginho trocou o atacante Adailton pelo meia Adrianinho. A Ponte Preta desperdiçou uma boa chance para ampliar, aos 16 minutos, quando Uendel escapou pela esquerda e tentou a conclusão, quando Elias estava livre, na área, esperando o passe. Jefferson defendeu, sem dificuldades.

A marcação da equipe campineira era eficiente e não deixava o Botafogo criar jogadas de perigo, limitando-se a trocar passes na intermediária. Oswaldo de Oliveira tirou Seedorf e colocou o atacante Henrique no lugar do holandês. E Henrique, na primeira jogada, aos 24 minutos, quase conseguiu o gol do empate, mas Roberto fez a defesa, depois de falhar na primeira tentativa de segurar a bola chutada pelo atacante. Oswaldo de Oliveira tentou a cartada decisiva, trocando o volante Marcelo Mattos pelo atacante Alex, mantendo apenas Gabriel na proteção dos zagueiros.

Com muitos atacantes, os laterais Edilson e Lima passaram a levantar a bola na área, mas a defesa da Ponte Preta estava vigilante e conseguia bloquear quase todos os cruzamentos.

O técnico Jorginho colocou os volantes Magal e Fernando Bob para reforçar a marcação e abdicou completamente das manobras ofensivas, enquanto o Botafogo tentava, de forma desesperada, chegar ao gol de empate, mas não conseguia vencer a marcação da equipe paulista.

Aos 41 minutos, Henrique caiu na área, após choque com Ferrón, mas os pedidos de marcação de uma penalidade máxima não foram atendidos pelo árbitro. No último lance importante da partida, aos 47 minutos, após cruzamento na área, Dória desviou e Alex, inteiramente livre, mandou por cima do travessão, desperdiçando a última chance da sua equipe.

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