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Camisa do centenário do Palmeiras é verde e amarela como da Seleção

William Correia São Paulo (SP)

O Palmeiras precisou provar seus valores nacionais ao deixar de ser Palestra Itália em 1942 e foi o primeiro time a representar por completo, até com massagista, a Seleção Brasileira, em 1965. Pensando em tudo isso, o departamento de marketing definiu que a camisa comemorativa do centenário do clube, celebrado, em 2014, será verde e amarela.

A Gazeta Esportiva.net teve acesso a imagens do uniforme, que deve ser usado no mês que vem pela equipe pela Série B do Brasileiro. A vestimenta é quase idêntica à da Seleção, com diferença nas três listras nos ombros, como manda o fornecedor de matérias do clube, e, obviamente, o símbolo do Verdão no lado esquerdo do peito. Até o número nas costas é verde.

A campanha de divulgação terá a imagem de uma mão acima do coração de quem veste a camisa com a inscrição “Pátria Amada – Dois amores, uma camisa”. Ainda nesta semana, pode ser definida a data do começo da pré-venda do uniforme – a expectativa é de intensa procura da torcida para adquiri-lo.

A camisa, contudo, será a terceira opção para o time de Gilson Kleina. O primeiro uniforme continuará sendo o verde, com o branco, desde agosto tendo um logo indicando os 99 anos do clube, seguindo como o reserva.

Reprodução
Para celebrar seu centenário no ano que vem, clube adotará a partir de outubro uma camisa como a da Seleção
A diretoria ainda procura definir se usará a vestimenta verde e amarela na partida que pode definir o acesso à primeira divisão ou logo depois que for obtida garantia de presença na Série A do Brasileiro do ano que vem. Os últimos detalhes promocionais do terceiro uniforme só dependem desses detalhes.

Após homenagear o elenco campeão brasileiro em 1973 adotando um modelo similar ao usado há 40 anos nas camisas verde e branca, a diretoria agora fará alusão ao esquadrão que também era conhecido como Academia de Futebol e representou o Brasil no evento de inauguração do Mineirão, em 7 de setembro de 1965.

Naquele ano, o Palmeiras foi convidado pela Confederação Brasileira de Desportos para atuar com a camisa da Seleção Brasileira, cedendo, inclusive, toda a sua comissão técnica. Com isso, o argentino Filpo Nuñes foi o primeiro técnico estrangeiro a comandar a Seleção.

Acervo/Gazeta Press
O Palmeiras representou a Seleção com: Djalma Santos, Valdir de Moraes, Valdemar, Dudu, o técnico Filpo Nuñes, Djalma Dias e Ferrari (de pé); Julinho, Servílio, Tupãzinho, Ademir da Guia e Rinaldo (agachados)
O amistoso terminou com vitória por 3 a 0 sobre o Uruguai. A escalação do Palmeiras/Brasil teve: Valdir de Moraes (Picasso); Djalma Santos, Djalma Dias, Valdemar Carabina (Procópio) e Ferrari; Dudu (Zequinha) e Ademir da Guia; Julinho Botelho (Germano), Servílio, Tupãzinho (Ademar Pantera) e Rinaldo (Dario). Rinaldo, aos 27, e Tupãzinho, aos 35 minutos do primeiro tempo, e Germano, aos 29 da etapa final, sentenciaram o placar diante de aproximadamente 80 mil pagantes.

Também será lembrada nas ações promocionais a troca do nome Palestra Itália. Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, havia uma pressão governamental contra nomenclaturas italianas, alemãs ou japonesas. Assim, o Palestra Itália “morreu líder” do Campeonato Paulista e o Palmeiras “nasceu campeão” em trajetória conhecida como “Arrancada Heroica” na vitória por 3 a 1 sobre o São Paulo, a quem os palmeirenses acusavam de querer tomar o Parque Antártica, e ficou com o título estadual, em 20 de setembro daquele ano.

Acervo/Gazeta Press
Em 1942, o Palestra Itália virava Palmeiras, entrava no Pacaembu com a bandeira brasileira e era campeão paulista