Futebol/Copa do Mundo de 2022 - ( - Atualizado )

Catar insiste que poderá sediar o Mundial de 2022 no verão de 40º C

Doha (Catar)

A Uefa pressiona, mas o Catar ainda não cedeu: o País quer sediar a Copa do Mundo de 2022 no seu verão, quando as temperaturas deverão ultrapassar a casa dos 40º C, com estádios climatizados e ecologicamente corretos, deixando a Fifa de mãos atadas sobre uma possível mudança de calendário.

Temendo pelo condicionamento físico das delegações e dos turistas, a entidade máxima do futebol europeu pede para que o Mundial seja disputado no inverno, entre os meses de janeiro, novembro ou dezembro. No entanto, a alteração seria inédita, tornando tudo uma verdadeira incógnita.

Em comunicado oficial emitido nesta sexta-feira, a organização da Copa de 2022 mostrou-se contrária à mudança novamente. “Nos candidatamos para a Copa-2022 no verão e estamos totalmente comprometidos e trabalhando duro para entregar nossas promessas”, afirmou.

AFP
Fifa ainda não sabe o que fazer com sede do Mundial de 2022: temperaturas no Catar passam dos 40º C no verão
No entanto, o Comitê colocou-se à disposição da entidade máxima do futebol mundial para uma eventual mudança. “Se a comunidade do futebol pedir para mudarmos a data, poderemos fazer isso. Mas o desenvolvimento e a implementação de tecnologias continuam como legados para nossa nação”.

A Fifa já marcou uma reunião emergencial para o dia 3 de outubro, quando discutirá a possível mudança. Enquanto isto, o presidente Joseph Blatter vai aparecendo e tentando amenizar as polêmicas sobre a escolha do País como sede do Mundial daqui a nove anos.

Depois da votação que escolheu o Catar, a revista francesa France Football acusou o País de ter comprado votos influentes. Recentemente, ao periódico alemão Die Zeit, Blatter admitiu que a decisão foi influenciada diretamente pela política europeia.

“Líderes da Europa recomendaram aos membros da votação que escolhessem o Catar em função dos interesses econômicos no país; Nós reunimos uma nova e independente comissão de ética para reavaliar o processo votação da sede da Copa do Mundo de 2022”, encerrou.

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