Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Dorival justifica Juninho no banco e ignora gritos de "burro"

Bruno Grossi, especial para a GE.net São Paulo (SP)

O Vasco da Gama não viveu noite feliz em São Paulo. Tentando se recuperar do empate em casa com o Atlético-PR, o Cruz-maltino não teve forças para superar a Portuguesa no Canindé e teve Dorival Júnior muito criticado pela torcida por ter iniciado com Juninho Pernambucano no banco de reservas e por ter sacado o meia-atacante Willie no segundo tempo.

O treinador demonstrou tranquilidade ao analisar os casos durante a entrevista coletiva, sem se incomodar com a pressão feita pelos vascaínos que compareceram em bom número ao estádio na capital paulista. Segundo ele, a opção de deixar o Reizinho da Colina como suplente faz parte do planejamento da comissão técnica.

"A realidade é essa. Não vou poder contar com o Juninho em todas as partidas e vai ser assim até o fim. Se ele jogasse a partida toda hoje, não estaria em campo domingo (contra o São Paulo). Temos que saber trabalhar com ele, é fundamental. Tenho que saber contar com ele em momentos oportunos, dentro de casa, onde sua participação vai ser diferente", explicou o comandante vascaíno.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Dorival Júnior foi hostilizado pela torcida vascaína no Canindé, mas garante ter consciência tranquila
Já o caso envolvendo Willie gerou ainda mais revolta nos torcedores. O garoto contratado junto ao Vitória fazia grande partida e era a principal peça do Gigante da Colina para tentar furar a defesa da Portuguesa. Apostando em cruzamentos na área, porém, o treinador optou por sacar o jovem de baixa estatura para a entrada do grandalhão equatoriano Carlos Tenório nos minutos finais.

A alteração tirou a paciência da torcida, que passou todo primeiro tempo pedindo a entrada da Juninho Paulista e que aplaudiu Willie em diversos lances do confronto com os paulista. Assim que a substituição foi efetuada e depois do apito final do árbitro na derrota por 2 a 0, os gritos de "burro" para Dorival Júnior tomaram conta do setor reservado aos cariocas no Canindé.

"Não posso expor a equipe em demasia. Tenho que tentar um fato novo dentro de uma partida. Perdíamos e resolvi tirar um volante que vinha bem, o Fillipe (Soutto), com a colocação de mais um atacante (Edmilson), jogando o Marlone para dentro. Perdemos posse de bola e tomamos o gol. Quando substituição não dá certo, o treinador é mais visado sempre. Mas não me preocupo com isso, faço o que a consciência manda", sentenciou.

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