Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Kleina apoia manifesto de atletas, mas se preocupa com times menores

Luiz Ricardo Fini São Paulo (SP)

O técnico Gilson Kleina é mais um profissional do futebol a declarar apoio à manifestação de jogadores por melhorias no esporte nacional. O treinador do Palmeiras acredita que é possível chegar a um acordo com a Confederação Brasileira de Futebol por um calendário mais adequado em 2014, mas declarou sua preocupação para que não haja prejuízo aos clubes menores do País.

“Precisamos realmente sentar e conversar, colocando todos os envolvidos com as pessoas competentes de dentro da CBF. Há condições de fazer um calendário mais justo e bom para todos, mas não podem só pensar nos grandes, porque existem os menores que também necessitam, com pais de famílias que podem precisar de calendário mais extenso”, afirmou.

No início desta semana, um grupo com 75 jogadores, das Séries A e B do Brasileiro, divulgou uma carta para criticar o calendário divulgado pela CBF para 2014, quando as competições terão início mais cedo e as férias serão divididas, por conta da Copa do Mundo.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Gilson Kleina acha que é possível chegar a um acordo com a CBF para melhorar o calendário
Os palmeirenses que aderiram ao movimento, denominado Bom Senso FC, são o goleiro Fernando Prass e o meia Valdivia. Apesar de declarar seu apoio à discussão, Kleina já deixa claro que é contrário à adequação do calendário brasileiro ao europeu e ainda defende a manutenção dos Estaduais.

“Acho difícil fazer aqui o calendário europeu, porque teria de jogar em dezembro e janeiro, sendo que, dependendo do lugar, a temperatura pode beira os 40 graus. Acho que poderiam estender o campeonato até mais próximo do Natal, tendo o mês de janeiro para férias e iniciando os Estaduais na segunda quinzena de fevereiro”, acrescentou.

Com passagens por diversas equipes do interior do País, o técnico acha importante a manutenção dos campeonatos menores. “Existe o glamour e a história dos estados. Sempre precisa deixar as torcidas do interior motivadas em ver seus clubes do coração. O manifesto é superimportante e tem de acontecer, mas tem de existir conversa para ser bom para todo mundo”, concluiu.

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