Futebol/Brasileiro Série B - ( - Atualizado )

Kleina completa um ano em dívida com clube, mas com patamar de elite

William Correia São Paulo (SP)

Menos de uma hora após desembarcar de Florianópolis, quando recebeu a reportagem da Gazeta Esportiva, Gilson Kleina estava em sua ampla sala na Academia de Futebol já vendo o compacto da vitória sobre o Avaí. Nem os visitantes foram capazes de impedir o trabalho de um profissional que completa um ano de Palmeiras nesta quinta-feira sobrevivendo até a um rebaixamento no Brasileiro.

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De 19 de setembro de 2012 até agora, foram 67 jogos, com 33 vitórias, 15 empates, 19 derrotas e uma dívida ainda a ser paga. O técnico não admite sair do Verdão antes de devolvê-lo à Série A do Brasileiro. Mais do que uma obrigação, ele interpreta o acesso como uma retribuição à torcida que sente gostar dele, apesar dos recentes gritos de “burro” que lhe dirigiu.

Os olhos de Kleina brilham ao lembrar da vitória por 1 a 0 sobre o Libertad, no Pacaembu, em 11 de abril, que garantiu a classificação antecipada para as oitavas de final da Libertadores diante de quase 34 mil pagantes. O time tinha o volante Marcelo Oliveira improvisado na zaga, não contava com Valdivia e perdeu Wesley, expulso no segundo tempo, mas a força da torcida encantou. “Falei para mim mesmo naquele dia: está aí, me mostraram porque é uma equipe de ponta, uma equipe grande”.

Em sua sala, Kleina guarda cartas que recebe de torcedores. Uma das mais recentes lhe perguntava “até quando escalará Márcio Araújo?”. O treinador gargalhou enquanto a lia para a reportagem ao som de uma versão da canção “Stand by me” que mantém em seu celular, tocada por um músico anônimo que se apresenta diariamente no metrô londrino. “Gosto de ouvi-la mesmo na turbulência do avião”, relatou.

Assim, com paciência, o técnico que caiu com o Palmeiras trabalha na busca de 14 pontos em 15 jogos para garantir o acesso, com a certeza de que já é um profissional de Série A. E também de que está no auge de sua carreira. “Às vezes me perguntam se quero ir para um clube maior. Como? Pode existir clube igual ao Palmeiras, mas não maior.”

Gazeta Esportiva: Você está bem à vontade aqui na sala. Virou a sua casa neste primeiro ano completo no Palmeiras?
Gilson Kleina: Sem sombra de dúvida. É a minha rotina diária. A estrutura do Palmeiras é muito qualificada, tem recursos tecnológicos maiores. Dentro da Academia, tenho meu escritório e o campo a cinco, dez metros, consigo centralizar todas as informações adquiridas em um lugar só.

Gazeta Esportiva: Você lembra da sua chegada? Em seu primeiro dia, jogadores choravam pelas demissões do preparador de goleiros Carlos Pracidelli e do preparador físico Anselmo Sbragia, o Luiz Felipe Scolari tinha saído uma semana antes, o time vinha de derrota para o Corinthians com torcedores atirando cadeiras no gramado do Pacaembu e tentando agredir dirigentes mesmo longe do estádio...
Gilson Kleina: Quando chegamos no dia 19 de setembro, em Itu, era uma novidade para ambos, mas claro que para mim com uma dimensão muito maior porque estava vindo para o Palmeiras, uma equipe de massa, que projeta, que enriquece qualquer currículo de qualquer profissional. Fiquei muito orgulhoso, mas também sabendo do desafio, com a expectativa de fazer o melhor para as coisas acontecerem e tentar salvar o Palmeiras. Tinha que ser daquele jeito, como tem que ser dessa maneira agora. Este ano de vida que completo aqui foi de muito trabalho, muito amadurecimento e de um aprendizado que, com certeza, vai me deixar um profissional muito mais preparado, principalmente para conquistas.

Gazeta Esportiva: A Ponte Preta reclamou da forma como você saiu.
Gilson Kleina: Recebi vários convites quando estava lá, um deles do Fluminense, que tinha acabado de ser campeão brasileiro, e era para substituir o Muricy Ramalho e disputar uma Libertadores. Fiquei muito agradecido e lisonjeado, mas estava só há três meses na Ponte, iniciando um projeto, precisava colocar a Ponte na Série A depois de muito tempo e as coisas correram bem. Faltando dois meses e meio para o fim do contrato, veio o convite do Palmeiras. Todos vieram falar que o Palmeiras estava em uma situação ruim, que já tinha caído, com muita dificuldade, mas alguma coisa me dizia que era o momento. Reuni toda a diretoria da Ponte Preta e não saí batendo porta nem virando as costas para ninguém, saí falando o que estava no contrato e que o Palmeiras cumpriu, eles sabem disso.

Gazeta Esportiva: Já imaginava que seria complicado como foi este ano no Palmeiras?
Gilson Kleina: Sei da grandeza do Palmeiras. Vim substituir o Felipão, uma referência, um ícone, um dos maiores vencedores da história do Palmeiras, que tinha acabado de conquistas a Copa do Brasil que colocou a Libertadores no calendário deste ano. Infelizmente, quando chegamos, estava aquela situação ruim e tivemos também uma parcela na queda. Você tem que estar muito atento e focado para trabalhar no Palmeiras porque exige muito. Tem todo o retorno disso, mas precisa estar realmente comprometido com essa grandeza, senão não consegue administrar da maneira certa.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Técnico já faz graça com derrota por 6 a 2 em Mirassol: "Se eu pudesse mudar algo neste ano, seria não ter jogado lá"
Gazeta Esportiva: O que você fez neste ano que, se pudesse, não faria mais?
Gilson Kleina: Se eu pudesse não jogar contra o Mirassol, eu não iria (risos). Mas tudo tem uma razão. Foram vários jogos trocando jogadores, estreando, tirando, e o mérito do Mirassol, que fez um bom jogo, foi aproveitar uma zaga que nunca tinha nem treinado junto. Mas é o futebol, acontece. Quando um dia eu passar por dificuldades como essa de novo, vou ficar atento porque pode acontecer uma tragédia. O que eu poderia fazer é escalar uma equipe mais precavida, vínhamos de bons resultados.

Gazeta Esportiva: O seu pior momento neste ano foi a goleada para o Mirassol?
Gilson Kleina: Foram todos os tropeços. A equipe sempre teve um padrão, mesmo com dificuldades, mas não tínhamos uma derrota que era só manter, era uma queda por uma derrota que machucava e tinha que restabelecer tudo de novo. Aí você quebra a invencibilidade do Atlético-PR, mas vem queda de novo pela eliminação do jeito que foi e tem que reconstruir tudo. Não foi uma pequena oscilação nunca, foi um vácuo muito grande. O Palmeiras é efervescente.

Gazeta Esportiva: E o melhor momento?
Gilson Kleina: Tiveram vários, mas aquela classificação na Libertadores contra o Libertad, no Pacaembu, demonstrou força, qualidade e comprometimento do elenco e a força da torcida, foi especial. E o momento no trabalho foi colocar alegria no vestiário, que estava um pouquinho tenso, atletas procurados por outras grandes equipes, sendo convocados, categorias de base valorizadas, sequência de vitórias muito boa... Tem que saber assimilar sem empolgação, né? Com os pés no chão.

Gazeta Esportiva: Pelo seu entusiasmo ao apontar tudo isso, conter essa empolgação parece difícil mesmo para você.
Gilson Kleina: Sem sombra de dúvida. É que a torcida do Palmeiras é muito especial. Esses dias uma torcedora de 84 anos fez questão de me abraçar com o prazer de contar que o marido jogou no Palmeiras, que o pai e a mãe fizeram parte do Palestra. O torcedor não vem falar do jogo, fala da história do Palmeiras, transcende o que aconteceu no passado, como eram os títulos. E sempre que saio para trabalhar tem uma criança indo para a escola que, quando me vê entrando no carro, se esconde por ser tímida, mas grita “Vai Palmeiras!”. É uma responsabilidade porque a torcida agrega várias gerações. Quem sabe no fim do ano não dou mais uma alegria para todas essas gerações, as que vão nascer e as que têm mais de 100 anos?

Gazeta Esportiva: Você chegou quando já nem era mais possível inscrever jogadores no Campeonato Brasileiro, tinha o elenco sofrendo com lesões, o time estava em antepenúltimo lugar e, mesmo, assume parte da culpa pelo rebaixamento. E parece que se apegou a isso para trabalhar neste ano como se tivesse que pagar uma dívida...
Gilson Kleina: Quando terminou o ano passado, meu pensamento era muito forte de que tenho que trazer o Palmeiras de volta. Tenho esse desafio dentro de mim, competindo junto comigo, e passo essa energia e entusiasmo. Não quero isentar minha culpa, porque, se eu tivesse salvado o Palmeiras, iam colocar muito que o Kleina salvou o Palmeiras, e eu também ia lembrar as pessoas que trabalharam aqui dando sua parcela na pontuação. As coisas precisam ser avaliadas como são: vim para cá com 13 jogos e tinha condição de salvar, tinha que ganhar oito. Como não aconteceu, me coloco nessa parcela para demonstrar que não estamos aqui para transferir, mas para solucionar e pensar para frente. Espero terminar o ano na Série A.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Treinador recebe cartas e uma das que mostrou tinha a pergunta "Até quando você vai escalar o Márcio Araújo?"
Gazeta Esportiva: Quando você sentiu que o time caiu?
Gilson Kleina: Perdemos o mando de jogo, fomos para Araraquara e tivemos uma derrota no finalzinho para o Coritiba. Fizemos o cálculo e sabíamos que não tinha mais erro, não tinha mais como, tinha que ganhar todos os jogos e na sequência pegávamos Flamengo, Fluminense disputando título... Contra o Botafogo, empatamos tendo 17 finalizações, com bola na trave, goleiro pegando, sem goleiro, cabeçada... Foi um absurdo. Escutei: será que está desenhando para o Palmeiras? Isso entrou na minha cabeça e pensei “não é possível, do jeito que estamos jogando”. O Palmeiras fazia grandes jogos, mas não tinha resultado. Ali, começou a decretar.

Gazeta Esportiva: Depois do rebaixamento, quando teve certeza que continuaria sendo técnico do Palmeiras?
Gilson Kleina: Certeza só se tem no futebol com o tempo. A queda mexe com todos nós, com o maior patrimônio, que é o torcedor. Quando chegamos a São Paulo, o dia seguinte foi difícil para todos porque é inevitável a cobrança, não se pode deixar o Palmeiras cair. Mas tinha no meu íntimo que íamos nos reconstruir e voltar muito fortes. Foi o que aconteceu, ou está muito próximo de acontecer se atingirmos o nosso objetivo continuando da mesma maneira. A queda de uma potência como o Palmeiras é difícil de mensurar porque, quando acontece, você leva toda uma história para dentro. Tem que administrar com muita cabeça e controlar a emoção.

Gazeta Esportiva: Em dezembro, você chegou a negociar diretamente com jogadores, mas não podia contratar ninguém sem o aval do Conselho de Orientação e Fiscalização até o fim do mandato do Arnaldo Tirone. Essa reconstrução começou complicada...
Gilson Kleina: Ficamos fazendo o planejamento todo de 2013 e eu estava direto com o (gerente de futebol César) Sampaio começando a reformulação do elenco ao mesmo tempo em que tentávamos fazer as contratações. Mas as coisas não caminhavam, aí fui entender que a transição política traria problemas. Claro que não conseguimos muitos jogadores que colocamos na pauta e aquilo aumentou o meu desafio. Eu estrearia na Libertadores 15 dias depois do início do Paulista e sem elenco. O torcedor viu toda essa dificuldade para reconstruir e o carinho que recebemos hoje é por isso.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Kleina relatou clima de velório em vestiário no dia do rebaixamento e celebra alegria reconquistada em 2013
Gazeta Esportiva: Quando você sentiu que estava com o elenco pronto?
Gilson Kleina: Ficou restabelecido mesmo depois da Copa das Confederações. Além de estrear jogadores, resgatamos alguns importantes, um deles o Valdivia, que voltou jogando o que sempre esperamos de um craque com o talento dele. Eu sempre soube de que maneira o Palmeiras tinha que jogar, só que não podia contar com as peças. Então tivemos paciência, seguramos a rédea e as coisas foram caminhando. Já em maio tínhamos o comprometimento do grupo muito forte com a instituição.

Gazeta Esportiva: Como é o relacionamento com o presidente Paulo Nobre e o diretor executivo José Carlos Brunoro?
Gilson Kleina: O vestiário é uma coisa muito sagrada, fazemos reuniões semanais ou a cada 15 dias de forma estritamente profissional, levo as situações do elenco e eles passam as deles. Conseguimos moldar e trabalhar dentro da realidade, e isso foi muito importante porque eles tinham que reorganizar outros setores para não ter reflexo aqui dentro. Com o tempo, fomos entendendo melhor a cabeça deles e o Paulo trouxe as pessoas de confiança dele, que são o Brunoro e o Omar (Feitosa, gerente de futebol). Direcionamos muito: resolvo todos os problemas daqui e levo outros para podermos melhorar. Claro que, na conversa, se coloca o que está acontecendo com fulano, a razão de uma situação, mas sempre de maneira muito respeitosa da minha parte também. Sempre muito transparente para organizarmos tudo muito bem.

Gazeta Esportiva: Neste ano, você chegou a sair de casa pensando que seria demitido?
Gilson Kleina: Esse negócio de demissão na minha cabeça é muito bem definido. Você tem que ter receio de ser demitido se não está sendo competente no que está fazendo. Tenho plenas convicções de que, em todos os jogos, tentamos fazer o nosso melhor. Mas no futebol tem o adversário, o dia em que as coisas não acontecem, jogadores que não conseguem manter um nível de atuação.

Gazeta Esportiva: Mas a pressão depois da goleada em Mirassol foi grande...
Gilson Kleina: O dia da maior cobrança e insatisfação foi naquele jogo, não resta a menor dúvida. Mas analisamos que a equipe estava em um processo de transição e reformulação. Claro que tem dias que não durmo, fico chateado, nas eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores também foi assim porque tenho sempre a expectativa de dar um título para essa torcida e me frustro quando erro em alguns pontos. Mas, de maneira geral, sempre saio de cabeça erguida porque sei da entrega que dou para este clube e posso ir para casa dormir tranquilo. Não esperei deixar a coisa acontecer, não foi por acaso, fizemos e naquele dia não deu certo.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Time saúda torcida após vitória sobre Libertad, em jogo mais marcante para Kleina: "É uma equipe de massa"
Gazeta Esportiva: O que aconteceu para as eliminações em todas as fases de mata-mata que o time enfrentou na sua gestão?
Gilson Kleina: Na Libertadores, nos mobilizamos muito para o jogo contra o Tijuana e o 0 a 0 fora deu uma pseudoconfiança, mas falei na reapresentação: “prestem atenção porque é um resultado no qual, de repente, teremos que fazer dois gols”. Tínhamos que estar psicologicamente prontos para essa reação, iriamos jogar do lado do nosso torcedor e precisaríamos controlar a ansiedade se tomássemos 1 a 0. Ali vimos que tínhamos poderio e condição de ir longe, mas não conseguimos. Todos lamentamos.

Gazeta Esportiva: E na Copa do Brasil?
Gilson Kleina: Quebramos uma invencibilidade de dez jogos do Atlético-PR, mas não joguei como queria, com um atacante centralizado e dois abertos, porque o Leandro acordou com lombalgia no dia do jogo no Pacaembu e, em Curitiba, estávamos sem Ananias e Vinicius. E tinha o Vilson sabendo na concentração que o Stuttgart o estava levando... Jogamos por um gol, mas sem o mesmo desempenho. Tomamos o primeiro gol de forma esquisita, de lateral, e nos desorganizamos, não tivemos força para reagir. Foi uma situação ruim. Tivemos que administrar, recuperar a confiança e deixar o grupo com mentalidade forte.

Gazeta Esportiva: Você fez uma reunião de meia hora exigindo respeito dos jogadores aos adversários na véspera do jogo contra o Paysandu, jogo anterior ao primeiro contra o Atlético-PR. Mesmo assim, o Paysandu abriu 2 a 0 e o Palmeiras só venceu com gol nos acréscimos. Você sentia que o elenco já poderia estar empolgado demais?
Gilson Kleina: Há alguns jogos já estávamos reagindo, e comentei com eles que não seria em todo momento que conseguiríamos, pedi atenção. Estávamos tomando gol muito cedo, e eles tinham que entender que precisam entrar ligados o tempo todo. Se não igualarmos a pegada, teremos dificuldade, e estava começando a faltar isso. Estávamos em uma crescente achando que ganharia ao natural, mas temos que estar sempre atentos porque o futebol é o único segmento em que o pobre ganha do rico, que o menor ganha do maior. Tentamos avisar.

Gazeta Esportiva: Foi a lição aprendida na derrota para o Atlético-PR?
Gilson Kleina: A lição foi que, em mata-mata, tem que entrar para decidir mesmo. Se está ruim para jogar, não pode estar ruim para marcar. E é necessário saber jogar com o regulamento.

Gazeta Esportiva: O que você sentia que faltava e conseguiu colocar?
Gilson Kleina: Uma harmonia e um comprometimento muito fortes no grupo. Hoje, tenho orgulho de ver o Palmeiras. Todos que entram ou nem estão viajando estão torcendo pelo companheiro, isso está resgatando a alegria de trabalhar, é o mais legal. Estamos disputando a Série B, mas o Palmeiras está entrando em um caminho de que vai voltar às conquistas. Primeiro, claro, tem que consolidar o acesso para a Série A, é inevitável.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Kleina dá ordem a reservas em treino: técnico se orgulha por ver todo o elenco motivado
Gazeta Esportiva: Desde quando você chegou ao Palmeiras, não recebeu convite de ninguém?
Gilson Kleina: Sempre pautei por início, meio e fim. Os convites rondam e chegam, mas, em momento algum, me tiraram do foco de terminar o ano aqui. O meu maior prazer é consolidar esse trabalho que foi um dos mais árduos que tive na carreira, mas, com certeza, será o meu maior alicerce e me dará condição de viver neste patamar. Vou fazer de tudo para trazer o Palmeiras para a elite.

Gazeta Esportiva: Você sente que, independentemente de ficar ou não, já está em outro patamar pelo seu trabalho no Palmeiras?
Gilson Kleina: Estou mais amadurecido, não consigo mensurar o tamanho do aprendizado. O convívio que tenho com a mídia, a potência dessa imprensa daqui, a camisa do Palmeiras... Em todos os elencos, sempre há jogadores de qualidade diferente, com vaidades, e aqui no vestiário tenho jogadores de Seleção, promissores para servir a Seleção, com histórico dentro do clube e ídolos permanentes que passaram, com uma história muito positiva. Isso tudo valeu muito a pena. Todo o processo que tive lá atrás na minha carreira foi me dando alicerce para chegar ao Palmeiras. Termino o ano aqui com a certeza de que, com continuidade ou não, minha preparação para estar neste nível foi ao limite.

Gazeta Esportiva: Você se sente, enfim, um técnico de Série A agora?
Gilson Kleina: Não vou dizer que não vou mais disputar a Série B, de repente vem um convite de algum clube, e tive vários acessos nos últimos anos. Mas minha ambição pessoal é se manter na Série A para começar a conquistar nesta letra também, pensando em ser campeão, ir para a Libertadores...

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