Futebol/Brasileiro Série B - ( - Atualizado )

Kleina já vê reforços para 2014 e só aceita 'dispensa' após acesso

William Correia São Paulo (SP)

Gilson Kleina ainda não sabe se ficará no Palmeiras, mas cumpre o que considera uma obrigação de acompanhar possíveis reforços para 2014. A lista, contudo, ainda não foi nem requisitada pela diretoria, e o técnico entende com uma condição que também parece ser a do dirigente: qualquer anúncio para a próxima temporada só pode ocorrer com a vaga na Série A do Brasileiro do ano que vem garantida.

“Consolidando o acesso, o Palmeiras tem todo o direito de anunciar 2014 com a minha renovação ou não, é um direito da instituição. E também vou ter todo o direito de trabalhar a minha continuidade aqui ou não”, apontou o treinador, compreendendo tanto a opção de Paulo Nobre em avaliá-lo somente após a Série B que pede calma nos questionamentos ao presidente.

“Tudo parte do momento do acesso. Vou deixar a diretoria bem à vontade sem pressionar, porque não vai levar a nada. O que quero é canalizar todas as forças até o final do contrato. Canalizamos todas as forças para o próximo jogo, ninguém aqui está achando que subiu. Todos querem atingir o número mágico do acesso e, depois, o título”, insistiu.

Para subir, a conta, por enquanto, é de somar 14 pontos nas 15 partidas restantes. Depois disso, Kleina pode apresentar os jogadores que destacou como possíveis reforços para o centenário alviverde. “Nunca tivemos uma reunião sobre o próximo ano e as contratações. Como treinador, analiso o mercado, os jogadores que se destacam. Mas isso, até o presente momento, só está comigo.”

Djalma Vassão/Gazeta Press
Treinador já tem sugestões de contratações para o centenário, mas não foi questionado sobre isso ainda
Por enquanto, a única indicação é de permanência de atletas perto do fim do contrato, como Leandro e Márcio Araújo, titulares com vínculo até 31 de dezembro. “Estou com um elenco muito bom e forte, mas os jogadores do Palmeiras que estão para renovar serão muito assediados. E tudo vai correr bem se o Palmeiras virar o ano com a base sólida e qualificada que se encaixou depois da Copa das Confederações”, elogiou.

O desejo do técnico é apresentar os candidatos a contratados com a garantia de renovação do contrato que acaba em 31 de dezembro. “Quem não quer continuar na grandeza de um Palmeiras? Sempre quis pautar pelo trabalho e cheguei porque tive muito sucesso, principalmente nos dois anos com a Ponte, mas também atingindo objetivos no Duque de Caxias, no acesso com o Ipatinga... Foram todos alicerces. Portanto, se eu continuar, será por trabalho e mérito”, defendeu-se, feliz com o que fez em um ano no clube.

“Mostrei trabalho sem vender ilusão. O mais importante é que sempre tive respaldo, nunca deixei de assumir erros e acertos, e muitas coisas aconteceram. Muito se falava que o Palmeiras não teria visibilidade na Série B, mas pôs Henrique e Leandro na Seleção principal, Vinicius na Seleção olímpica e Valdivia na seleção chilena, manteve o Eguren na uruguaia e o Mendieta certamente será chamado no Paraguai. Isso dá satisfação e orgulho do trabalho”, sorriu.

“O que vai delinear e determinar a minha sequência ou não é uma avaliação que não cabe a mim. Independentemente da decisão, vou acatar, sou profissional, e a diretoria me trata com muito respeito. O que peço é para não perder o foco, senão estaremos fadados ao fracasso. O meu melhor momento será a volta para a Série A, e o melhor momento, podem ter certeza, está por vir”, projetou.

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