Futebol/Brasileiro Série B - ( - Atualizado )

Kleina, Nobre, Valdivia e time são xingados por torcida no Pacaembu

William Correia São Paulo (SP)

O primeiro jogo do Palmeiras no Pacaembu após a apática atuação que eliminou o clube da Copa do Brasil, na última quarta-feira, virou uma prova da insatisfação da torcida, mesmo com a conquista simbólica do primeiro turno da Série B do Brasileiro. Entre os 8.841 pagantes no 0 a 0 com a Chapecoense, houve quem vaiou o time, o técnico, a diretoria e até desfalques.

Quem já chegou ao estádio disposto a protestar foram os membros da Mancha Alviverde. Foi a primeira partida da organizada no Pacaembu após seu banimento devido à confusão em julho com membros da TUP, que também reapareceu no estádio municipal paulistano.

Responsável por preencher o setor que mais teve torcedores no Pacaembu, a Mancha logo gritou “Paulo Nobre, seu imbecil, pega esse time e vai para p... que pariu”. Esperou a execução do hino nacional e, quando acabou, atacou Valdivia com palavrões, embora o meia, problema em todos os jogos decisivos do clube desde sua volta, há mais de três anos, fosse desfalque mais uma vez, agora por estar à disposição da seleção chilena.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Mancha pôde voltar a usar seu uniforme no estádio e xingou bastante o presidente Paulo Nobre
Quando Valdivia foi xingado, os torcedores que ocupavam os outros setores do estádio passaram a vaiar a Mancha. Apesar de ser em menor escala, a cena lembrou a divisão dos torcedores na derrota para a Penapolense, pelo Paulista, em janeiro, quando Valdivia e Luan, hoje no Cruzeiro, eram xingados pela organizada e aplaudidos pelo restante dos presentes no Pacaembu.

A união reapareceu quando a Mancha passou a cantar o hino do clube. Mesmo músicas de incentivo com o nome da organizada ganhava apoio de quem estava nas numeradas. A unidade ficou mais clara, entretanto, na irritação com o que se via em campo. Aos 36 minutos do primeiro tempo, já se ouvia vaias ao Verdão.

Quando o árbitro apitou o intervalo, os torcedores aparentavam extremo incômodo com a atuação ou bocejavam. O cansaço, contudo, deu espaço só aos protestos, principalmente em relação a Felipe Menezes, meia que não conseguiu articular a equipe e saiu de campo xingado.

A reprovação se estendeu a todos no apito final. Apesar das vaias, o que mais se ouviu foram xingamentos contra Gilson Kleina. Os protestos começaram antes mesmo do fim do jogo, quando o técnico, em vão, chamou Caio para entrar na partida já aos 46 minutos do segundo tempo. “Burro” gritavam os que não adotavam palavrões com o treinador.

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