Futebol/Copa Sul-americana - ( - Atualizado )

Luis Fabiano faz 100º gol, mas São Paulo cede 1 a 1 à Católica

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Não foi dos melhores o início do São Paulo na defesa do título da Copa Sul-americana. O atual campeão começou bem a partida desta quinta-feira contra a Universidad Católica, já pelas oitavas de final do torneio, e nem demorou para abrir o placar - com gol de Luis Fabiano, seu centésimo pelo clube no Morumbi -, contudo cedeu o empate por 1 a 1 ainda no primeiro tempo e não saiu disso.

Eliminada pelo time brasileiro na semifinal de 2012, a equipe chilena está invicta nesta edição da competição, tendo passado por duas fases até aqui. Agora, depende de empate sem gol na partida de volta (em 23 de outubro, no Chile) para avançar às quartas. Ao São Paulo, apenas a vitória ou empates com gol interessam.

Antes de se preocupar novamente com o bicampeonato continental, porém, o time treinado por Muricy Ramalho volta as atenções para o Campeonato Brasileiro, no qual tenta se distanciar da zona de rebaixamento. Seu próximo compromisso na competição nacional será diante do Grêmio, no domingo, como mandante.

Nesta quinta-feira, o São Paulo atuou com novidades, dadas a lesão do volante Denilson e as ausências de três jogadores poupados (o volante Rodrigo Caio, o meia Jadson e o atacante Welliton). Os substitutos escolhidos por Muricy foram Maicon, Wellington, Douglas e Aloísio, escolhas que o levaram a armar o time inicialmente no esquema 3-5-2.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
No início do jogo, Luis Fabiano abriu o placar no Morumbi, marcando seu 100º gol com a camisa tricolor
O desenho tático não foi fixo. Paulo Miranda, um dos três zagueiros, tinha liberdade total para atacar pelo lado direito quando a equipe estava com a bola, liberando Douglas para se infiltrar pelo meio-campo. E as principais jogadas do São Paulo no primeiro tempo partiram desse lado. Logo no primeiro minuto, Douglas bateu da entrada da área, à esquerda do gol de Toselli.

A Católica, com duas linhas de quatro atletas bem próximas, conseguia fazer pouco uso de seus dois atacantes, em função da forte marcação, que começava com Wellington e tinha respaldo de Rafael Toloi e Antônio Carlos. A única tentativa chilena de finalização foi no começo, em arremate de Mirosevic de fora da área que não surpreendeu o goleiro Rogério Ceni.

Aos 17 minutos, o São Paulo desceu novamente pela meia direita até a bola chegar a Luis Fabiano. O atacante abriu lateralmente para Ganso, que deu um lindo toque de perna esquerda para devolver perto do bico da pequena área. O camisa 9 chutou com força, de primeira, e viu a bola bater no travessão antes de entrar, marcando seu centésimo gol pelo clube no Morumbi.

A vantagem não diminuiu o ritmo são-paulino. Ao contrário. Seis minutos depois do gol, Paulo Miranda fez ótima jogada pelo lado direito, desvencilhou-se do marcador e cruzou para Luis Fabiano cabecear com perigo, à esquerda do gol. Além disso, Ganso continuou esbanjando habilidade com a bola nos pés, arriscando dribles e acertando excelentes passes.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Ainda no primeiro tempo, Castillo aproveitou a sobra na área e deu números finais ao primeiro confronto: 1 a 1
A excelência de Ganso, Maicon não teve aos 27 minutos, quando foi facilmente desarmado e armou contragolpe. Tomás Costa arrancou em velocidade e chutou firme. A bola ainda pingou dentro da área, mas Ceni a agarrou com segurança. Aos 40, porém, o empate saiu: enganado por furada de Mirosevic, o goleiro são-paulino já estava caído quando Castillo ficou com sobra dentro da área e empurrou à rede.

Antes do intervalo, a Católica ainda reclamou de pênalti - o árbitro admitiu ter visto toque de mão de Toloi dentro da área, mas entendeu não ter sido intencional. A grande chance de virar surgiu já no segundo tempo, aos quatro minutos, quando Castillo recebeu com liberdade, nas costas da defesa, porém chutou fraco. A dois metros dele, Ceni encaixou a bola.

Muricy então resolveu aproveitar Jadson, colocando-o no lugar do sempre questionado Douglas. O camisa 10 não correspondeu aos anseios do treinador, que mais tarde também trocou Aloísio por Osvaldo. A queda de produção na segunda etapa ratificou o empate e gerou algumas vaias do público de pouco mais de 12 mil presentes no Morumbi.

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