Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Muricy desiste de Lúcio e se distancia de clima eleitoral tricolor

Bruno Grossi, especial para a GE.net São Paulo (SP)

“Não sou dono de nada, sou treinador de futebol”. Dessa maneira Muricy Ramalho definiu sua postura em relação à reintegração de Lúcio ao elenco do São Paulo. O técnico fez elogios ao zagueiro, afastado desde a chegada de Paulo Autuori, mas garante que não irá interferir na decisão tomada pela diretoria, assim como não espera que os dirigentes não palpitem sobre seus métodos.

“O que posso dizer é que respeito muito a estratégia do clube. E por isso também não gosto que se metam no meu trabalho dentro de campo. Tenho convivência boa onde vou justamente porque tem que existir esse respeito. Dirigente decide e o treinador não pode passar por cima. Quando cheguei disseram que era problema deles e eu não me meto mais nisso. Claro que admiro como jogador, foi da Seleção Brasileira, foi campeão do mundo, mas é deles a decisão”, sentenciou.

Muricy ainda não tem garantias de que permanecerá no Morumbi para a próxima temporada, quando serão disputadas as eleições presidenciais do clube. Embora possa ter o futuro diretamente relacionado à corrida eleitoral são-paulina, o treinador garante que não se envolverá com os bastidores, mas destaca que o clima tem sido pacífico entre os prováveis adversários políticos.

Gazeta Press
Muricy Ramalho não quis polemizar e evitou dizer se gostaria ou não de contar com Lúcio (Foto: Bruno Grossi)
“Não senti muita diferença (no ambiente). No vestiário estava todo mundo junto, todas as pessoas que estão nesse processo, um processo democrático. Mas me distancio porque não é problema meu. Existem pessoas especializadas nisso que com certeza vão fazer o melhor”, declarou nesta sexta-feira em entrevista coletiva de mais de meia hora.

Segundo o técnico, esse tipo de postura não é novidade em sua carreira e aponta a intromissão dos colegas de profissão em assuntos fora do futebol como possível causa das demissões precoces. “Em qualquer lugar eu sou assim, tenho esse tipo de atitude. Não acho legal quando o cara chega e dão tudo para o cara dirigir. Aí vira dono da cozinha, dono de tudo e por isso começam a entrar na área do técnico. Começa um a se meter no trabalho do outro”, opinou.

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