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Muricy pode aumentar publicidade com 200ª vitória pelo clube

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Nenhum outro técnico no São Paulo teve tanto apelo de marketing como tem Muricy Ramalho desde a semana passada, quando retornou ao clube. Nesta quarta-feira, caso derrote o Atlético-MG, ele chegará à 200ª vitória pelo clube (em três passagens) e dará mais uma razão à publicidade feita em torno de seu nome.

Se ele alcançar essa marca individual, o time consequentemente também terá obtido o terceiro triunfo consecutivo no Campeonato Brasileiro, algo que ainda não conseguiu. Algo que, para o presidente Juvenal Juvêncio, teria tornado Paulo Autuori o "salvador" da crise - mas, com pouco êxito e um pífio aproveitamento, acabou sendo substituído por Muricy.

Reprodução
Clube lançou até mesmo camiseta do treinador
Sem perder tempo, o departamento de marketing explorou a forte ligação da torcida com o tricampeão brasileiro antes mesmo de sua estreia. Lançou campanha em redes sociais para atrair público ao Morumbi e até uma camiseta com o slogan "Aqui é trabalho, meu filho" (famosa expressão de sua rabugem), ao preço de R$ 49,90. A coleção se esgotou rapidamente, de acordo com a diretoria.

Outra mostra de sua relevância está no site do clube. Enquanto os treinadores anteriores dividiam igual espaço com os demais membros na página da comissão técnica - no padrão "nome" e "função" -, Muricy foi privilegiado com fonte e fotografia duas vezes maiores e o direito de, do lado direito, ter a lista dos títulos e prêmios conquistados ao longo da carreira, iniciada na década de 1990.

O curioso é que, supostamente, Muricy não é fã de holofote. Na quinta-feira passada, depois de estrear com vitória sobre a Ponte Preta, o treinador - que, sempre que pode, cita o fato de não ter feito um "baita contrato" em seu retorno ao clube - brincou com um sócio-torcedor que havia sido sorteado para acompanhar sua entrevista coletiva. Falou, rindo, não estar gostando nem um pouco "dessa história" de garoto-propaganda do marketing são-paulino.

Mas o fato é que, seja pelo trabalho ou por sua simples presença à beira do gramado, ele tem feito jus à publicidade, já que o time voltou a ganhar. "É difícil explicar (o porquê disso). Mas, uma hora, a vitória teria que vir também. Não era possível ficar aquele tempo todo sem vencer", disse o zagueiro Antônio Carlos, que, após ter anotado um dos dois gols diante do Vasco, no domingo passado, classificou o treinador como "amuleto" do São Paulo.

Além de amuleto, o sucessor de Autuori é o terceiro treinador mais vitorioso do clube, atrás de Feola (299) e Poy (213). Com 199 triunfos em 366 partidas, acabou de ultrapassar Telê Santana. Um retrospecto de merecido respeito, como recentemente pediu o goleiro Rogério Ceni, o qual fará sua partida de número 1.100 pelo São Paulo, na noite nesta quarta-feira: "Dos grandes campeões da última década, sobrou o Muricy. Se a gente não cuidar dele, quem vai ser o próximo?".

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