Ftuebol/Campeonato Brasileiro - ( )

Muricy se coloca no lugar de Felipão e acredita em Ganso na Copa

Bruno Grossi, especial para a GE.net São Paulo (SP)

Há pouco mais de três anos, o nome de Paulo Henrique Ganso era dado como certo para estampar a camisa 10 da Seleção Brasileira. Inúmeras lesões e atuações irregulares, no entanto, fizeram com que o meia perdesse espaço no time canarinho, mas se depender de Muricy Ramalho, o jogador que completa um ano de São Paulo neste sábado pode figurar na Copa do Mundo de 2014.

“Procuro tirar o melhor de cada um, fazer ele entender algumas coisas e ele sabe o que quero, entende o futebol. Por isso está se saindo melhor agora do que quando chegou. Me coloco no lugar do Felipão e vejo que tem muita coisa definida por essa Copa das Confederações. Mas ele já deu o recado que os caras têm de continuar bem. O futebol muda muito, o cara pode começar a jogar e chamar atenção. Não tem nada fechado não”, aposta.

Muricy confia no talento de Ganso, com quem trabalhou por dois anos e conquistou quatro títulos pelo Santos. E por conhecer de perto as reações do jogador, espera fazer com que todo o elenco tricolor entenda sua filosofia para fazer com que o São Paulo deixe a zona de rebaixamento cada vez mais no passado no Campeonato Brasileiro.

“Algumas coisas não concordo, outras exijo muito. Não sou psicólogo, mas cobro muito, e jogador gosta disso. Tem que transformar o ambiente de confiança ao se aproximar dos atletas, que irão entender que sou um cara experiente. A cobrança é a mesma. Sou um cara normal como todas as pessoas, mas fico muito em cima dos objetivos, senão dá muita volta e não consegue nada. Não tem loucura, não é ruim, é natural”, afirmou.

Depois de se colocar no lugar de Luiz Felipe Scolari e eleger suas principais virtudes para reerguer o Tricolor do Morumbi, Muricy voltou a bradar discurso de ética e respeito com os colegas de profissão. O treinador se negou a enumerar as principais mudanças no São Paulo após sua chegada para não criar mal estar com o antecessor Paulo Autuori.

“A gente tem que ter calma. Não sou menino pra me entusiasmar com resultado. Tudo o que eu falar em termos de mudança pode respingar no antigo trabalho e a gente sabe que o Paulo é excelente profissional e tem bom caráter. É difícil falar algo em meu favor porque vão querer falar as diferenças entre as pessoas”, despistou.

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade