Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

No jogo 1.100, Ceni valoriza "poder de superação" são-paulino

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Rogério Ceni completou nesta quarta-feira seu jogo de número 1.100 pelo São Paulo. Uma marca que o fez pensar durante todo o dia, antes da partida contra o Atlético-MG, mas que não seria festejada caso a equipe não tivesse vencido por 1 a 0, no Morumbi, e se distanciado da zona de rebaixamento.

"Fiquei pensando. É bastante coisa. É sinal de que estou ficando velho. Em uma época diferente, talvez jogasse até mais. Mas agora, com competições em alto nível, mesmo sendo goleiro, manter-se em forma é difícil. Fico feliz por alcançar um número de jogos que só se alcançava na década de 70, 80. É importante, mas fico feliz mais ainda pela vitória", disse.

Para o goleiro, só foi possível bater o atual campeão da Copa Libertadores com grande esforço. "Todos batalharam muito, se dedicaram muito. O time mostrou poder de superação. Fico feliz pelo resgate dessa alma, dessa doação de todos. Não pode viver uma situação dessas (risco de descenso), é muito desgastante. Você perde peso, é difícil... Temos que manter essa toada para se distanciar ainda mais".

Djalma Vassão/Gazeta Press
Rogério Ceni celebrou o "resgate da alma" do São Paulo e indicou mais uma vez que se aposentará em dezembro
A diferença atual de três pontos para o 17º colocado foi alcançada com a terceira vitória seguida em três jogos sob comando de Muricy Ramalho. Ceni, no entanto, mais uma vez não se esqueceu dos torcedores - o público desta quarta-feira foi de 28.503 pagantes - e do treinador anterior, Paulo Autuori, quando questionado qual a explicação da reação.

"Foram dois personagens importantes, aliás, três. O Paulo Autuori, o Muricy Ramalho e o torcedor são-paulino", falou o camisa 1. "Aliás, quatro: também o departamento de markerting, que baixou o preço do ingresso. São situações que caminham paralelamente. E são as vozes do torcedor que estão tirando a gente dessa situação. A dedicação de todos vêm do cântico, da voz que empurra".

Aos 40 anos, o capitão e ídolo são-paulino ainda voltou a indicar que se aposentará em dezembro, ao término de seu contrato com o clube. "Posso garantir que não é o resultado que vai mudar meu destino. Falo em dezembro, não preciso parar hoje, mas minha decisão já está tomada", concluiu.

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade