Futebol/Brasileiro Série B - ( )

Nobre avisa: ainda pode repetir bronca pública para mostrar comando

William Correia São Paulo (SP)

Há 27 dias, o líder da Série B do Brasileiro ouvia uma bronca pública de seu presidente pela atuação apática que o eliminava na primeira fase que disputou da Copa do Brasil. Hoje, o Palmeiras tem o acesso, principal objetivo da temporada, ainda mais próximo, mas Paulo Nobre avisa: o time nunca estará imune a novas cobranças como a feita em Curitiba.

“Aquela cobrança não foi para expor absolutamente ninguém, mas para deixar claro à torcida que as cobranças existiriam. Não adianta só cobrar, tem que deixar claro que as cobranças existem, senão quem não está vivendo o dia a dia do Palmeiras pode achar que as coisas rolam soltas lá dentro, o que não é verdade”, explicou o dirigente, sem mostrar nenhum arrependimento.

“Eu sou o presidente do Palmeiras. Sempre que eu julgar necessário tomar qualquer atitude que eu julgue ser positiva para a instituição, eu tomarei”, avisou Nobre, convicto da necessidade de mostrar comando. “Como presidente, nos momentos em que eu julgar necessário, vou cobrar internamente e deixar claro à grande torcida do Palmeiras que as cobranças existem dentro do elenco.”

Nobre agiu para mostrar comando logo após a derrota por 3 a 0 para o Atlético-PR. Ainda nos vestiários, concedeu entrevista coletiva como já tinha feito nas eliminações no Paulista e na Libertadores, mas em tom duro direcionado aos atletas e à comissão técnica. “Cadê o Palmeiras?”, chegou a questionar, irritado.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Presidente não se arrepende da cobrança em entrevista coletiva no Paraná e fará o mesmo quando achar necessário
O mandatário destacou uma apatia que já tinha constatado em outros jogos na Série B, onde o Verdão faz campanha histórica, e não garantiu o emprego de Gilson Kleina. O técnico ficou, mas se mostrou cabisbaixo nas semanas seguintes à bronca, até por ouvir o diretor executivo José Carlos Brunoro, também em entrevista coletiva, admitir que ele ainda não está nos planos para 2014 – seu contrato acaba no próximo dia 31 de dezembro.

Os jogadores nem gostam de lembrar da bronca. Valdivia, que não esteve em Curitiba nem em nenhum outro jogo decisivo da equipe em 2013, foi o único a se posicionar de forma mais firme, avisando a Nobre que “ninguém é criança” no elenco e pedindo que broncas só sejam dadas internamente. Mas nenhuma consequência gera remorso no dirigente.

Por enquanto, resta ao Palmeiras subir, o que, nas contas da comissão técnica, será garantido com a conquista de mais três vitórias nos 14 jogos restantes – nove pontos entre os 42 a serem disputados (cerca de 21,5%). Mas, se o objetivo estiver a perigo e for constatada nova falta de empenho, os jogadores podem esperar nova bronca pública de Paulo Nobre.

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