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"Ovelha desgarrada", Leco é esperado de volta pela situação

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Embora prometa lançar candidatura independente à de Carlos Miguel Aidar - a qual é apoiada pela gestão atual -, o primeiro vice-presidente do São Paulo (Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco) não convence a situação. Para os membros da diretoria, é questão de tempo até que ele se convença de que deve apoiar Aidar na eleição de abril de 2014.

"Respeito o Leco, é um grande amigo, um grande companheiro. Eu diria que é uma ovelha muito querida que está desgarrada do nosso rebanho e que, muito em breve, voltará", diz o vice de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, certo de que o colega "incorporará seus esforços" pela eleição do nome escolhido por Juvenal Juvêncio.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Leco, porém, promete lançar chapa independente
Leco se aborreceu pela maneira como Juvenal conduziu o processo sucessório. Poucos dias depois de determinar que quatro pré-candidatos buscassem apoio para formalizar suas campanhas, o mandatário estabeleceu Aidar como único nome, sem consulta ao primeiro vice-presidente, que nunca escondeu o desejo de concorrer ao próximo pleito.

O racha agrada à ala oposicionista, cujo pré-candidato é Kalil Rocha Abdalla, ex-diretor jurídico da gestão de Juvenal. A ideia é que os outros dois candidatos dividam os votos da situação. Para se tornar presidente do São Paulo, é preciso ter maioria simples dos votos dos 240 conselheiros - 160 beneméritos e vitalícios mais novos 80 eleitos em abril.

Apesar de manifestar esperança na volta de Leco ao "rebanho" situacionista, Jesus Lopes tem cuidado para não se envolver em polêmicas eleitorais e prejudicar o futebol.

"É muito prematura essa discussão. Nós, do futebol, estamos preocupados com as competições que estamos participando. Tenho falado e repetido que o bairro da Barra Funda está blindado dessas discussões. Se trouxer pra dentro do CT, o futebol não tem nada a ganhar", justifica.

À caça de votos, chapa de Kalil vê vantagem em terceria via de Leco

Jogadores e membros da comissão técnica garantem que o lado político do clube não interfere no desempenho da equipe, a qual luta em especial para se distanciar da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, enquanto disputa paralelamente a Copa Sul-americana.

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