Futebol/Brasileiro Série B - ( - Atualizado )

Palmeiras culpa empresário e já não fala mais em renovar com Vilson

William Correia São Paulo (SP)

O presidente Paulo Nobre não deu mais entrevistas desde a bronca pública no time após a eliminação na Copa do Brasil. Então coube, de novo, ao diretor executivo José Carlos Brunoro explicar a saída não concretizada de Vilson para o Stuttgart, já apontando um culpado pelo fracasso: o empresário do zagueiro.

Questionado sobre o assunto logo após o empate com o Chapecoense nesta terça-feira, Brunoro, que já tinha dado entrevista coletiva na sexta-feira justificando a negociação do titular de Gilson Kleina por R$ 700 mil, respondeu à maioria das perguntas com uma sugestão: “Pergunte ao empresário dele”.

“Foi do lado do Vilson. Que eu saiba, ele não acertou o que tinha de acertar lá. Alguém vacilou nessa história, empresário ou ele, porque tem que sair daqui com a coisa acertada”, afirmou o dirigente, garantindo, entre gargalhadas, que não terá nenhum problema para continuar lidando com o representante do defensor.

Brunoro não citou o nome do empresário, e quem tem se manifestado em nome do jogador é o advogado Tiago Faria. De qualquer forma, o zagueiro é esperado para treinar nesta quarta-feira e Kleina conta com ele para o resto da Série B. Mas a diretoria, que já tinha preparado uma renovação por mais três anos a partir de 31 de dezembro – data do fim do contrato atual –, não sabe mais se quer ficar com ele por mais tempo.

“Deixa isso para depois”, esquivou-se Brunoro. “O contrato dele não foi rescindido, então vai cumprir o contrato que tem aqui, e temos o direito de preferência já pré-estabelecido para tê-lo ou não nos próximos anos”, afirmou o dirigente, já deixando Vilson à disposição para enfrentar o Atlético-GO, no sábado. E garantindo não esperar clima ruim com o atleta.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Vilson já poderia ter renovado por três anos, mas apostou em ida frustrada à Europa e pode sair em dezembro
“O compromisso do Vilson era muito claro: quando veio para o Palmeiras, tinha oportunidade de sair no meio do ano e, se não saísse, faria um pré-contrato. Ele não saiu, retorna e faz a vida normal. A responsabilidade dessa situação é minha, combinei e não vou descumprir nunca. E ele também não descumpriu nada. Sem crise”, simplificou Brunoro.

É o que espera Kleina. “Vamos ter uma reunião amanhã (quarta-feira) com a diretoria para tratar disso, ver a situação. Ele está muito adaptado e é importante que seja recebido de braços abertos, é uma referência e que pode nos ajudar muito. Ele é do Palmeiras e já treina. Não perdeu a parte física, então é reestabelecer o foco e mobilizar para o segundo turno”, avisou o técnico.

Quando foi contratado em fevereiro, envolvido no pacote cedido pelo Grêmio para levar Barcos, Vilson, fora dos planos dos gaúchos por ter brigado com Vanderlei Luxemburgo, avisou que esperava uma proposta europeia. O Verdão, então, exigiu que recebesse o que gastou com ele caso a saída se concretizasse – exatamente os R$ 700 mil que seriam pagos. Segundo a diretoria, na quarta-feira, dia do jogo contra o Atlético-PR pela Copa do Brasil, o empresário de Vilson ligou avisando da oferta do Stuttgart, que formalizou o interesse em carta.

O zagueiro pediu para participar da apática atuação que eliminou o Verdão, e, como acordado, viajou para a Alemanha. Mas não houve acerto tanto com o Stuttgart quanto com qualquer outro clube europeu, como desejava o jogador. O que sobra para Vilson, então, é ficar no Palmeiras, como quer Kleina. Só a diretoria não tem mais certeza se o deseja tanto assim no ano do centenário.

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