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Para Tite, desfalques após goleada derrubaram Corinthians

São Paulo (SP)

O clima era de total otimismo após a goleada do Corinthians sobre o Flamengo, há uma semana e meia. Com uma atuação empolgante e uma distância de cinco pontos para o líder, o time se via em condições de brigar pelo título do Campeonato Brasileiro. De lá para cá, essa possibilidade praticamente se extinguiu.

A equipe de Tite perdeu para o Inter, empatou com o lanterna Náutico em casa e foi derrotada pelo Botafogo. Agora, a distância que a separa do primeiro colocado é de 13 pontos. A luta por uma vaga na Copa Libertadores também se complicou, com uma diferença de cinco pontos para a zona de classificação.

Com muito cuidado para não ter suas palavras tomadas como desculpa, o treinador vê na falta de continuidade do time a razão para a queda. Ela já sabia que não teria Guerrero na sequência, mas, logo após o triunfo sobre o Flamengo, Alexandre Pato – que havia anotado dois gols no rival rubro-negro – também foi convocado pela seleção de seu país.

“Eu acreditava na possibilidade de repetir. Você encontra a equipe, faz um grande jogo e quer dar sequência. Era isso o que eu buscava, era uma boa oportunidade. Eu queria encorpar o time, mas tivemos os problemas que a gente tem colocado”, afirmou o gaúcho.

Divulgação/Agência Corinthians
Tite se esforçou para evitar a derrota que deixou o Corinthians a 13 pontos do líder do Brasileiro
A situação se complicou ainda mais na partida seguinte, com as suspensões de Douglas e Emerson, que receberam o terceiro cartão amarelo. Eles voltaram no confronto com o Botafogo, mas não impediram a marca de apenas um ponto conquistado nos últimos nove disputados.

“O condicional é difícil, mas, se tivéssemos a continuidade, a manutenção... Isso acabou atrapalhando muito. No jogo contra o Flamengo, ficou ajustada a equipe, com o Guerrero na frente, o Pato do lado. A gente criou oportunidades e as traduziu em gol. Na sequência, isso foi quebrado. Tem acontecido sistematicamente”, comentou Tite.

O treinador mencionou também as recorrentes lesões de Renato Augusto. A cada momento em que a equipe se ajustou ao bom meia – Tite cita sempre a vitória sobre o Tijuana, pela Libertadores, com o carioca e Pato em campo –, ele acabou se machucando.

Houve também a saída de Paulinho e a contusão de seu substituto Guilherme, fatores que também contribuíram para tornar o título do Brasileiro um objetivo extremamente distante. Agora, caso não haja uma arrancada espetacular, restará brigar para ficar entre os quatro primeiros no Nacional e para erguer o troféu da Copa do Brasil.

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