Futebol/Campeonato Brasileiro - ( )

Por carinho aos jovens, Dorival quer casa cheia em São Januário

Bruno Grossi, especial para a GE.net São Paulo (SP)

O Vasco da Gama tem enfrentado longa reformulação no elenco desde o final do ano passado. Sem poder financeiro para contratar estrelas, o clube se viu obrigado a apostar nas categorias de base e em jovens valores. E para não queimar nomes promissores, o técnico Dorival Júnior pede que a torcida coloque o time no colo nas próximas partidas em casa, que marcarão luta intensa contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

Nas últimas semanas, os meia-atacantes Marlone, criado no Cruz-maltino, e Willie, contratado junto ao Vitória, ganharam espaço entre os titulares e conseguiram manter regularidade. O restante da equipe, no entanto, caiu de produção, acumulando duas partidas sem triunfo na Série A – empate em 0 a 0 com o Atlético-PR e derrota por 2 a 0 para a Portuguesa.

Após o revés para os paulistas na última quarta-feira, Dorival elogiou o desempenho dos garotos e se mostrou surpreso com a maturidade dos atletas. O temor de atropelar etapas, porém, ainda existe e o treinador vascaíno conta com a ajuda dos torcedores para que os jovens continuem se sentindo confortáveis no time titular.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Na derrota para a Lusa, a torcida vaiou a equipe após passes errados e chamou Dorival de "burro"
“Por incrível que pareça, eles não têm oscilado tanto, e sim feito jogos muito bons, crescido de produção. Os resultados infelizmente não acompanham, mas tem que ter paciência. Essa garotada é jovem, está sendo lançada ao mesmo tempo, por isso clamo que o torcedor abrace e ponha a equipe no colo. Somente a participação em massa em São Januário vai fazer com que tenhamos um pouco mais de força”, pediu.

Nas duas próximas rodadas do Brasileirão, o Vasco atuará como mandante. Já neste domingo, às 16 horas (de Brasília), o Gigante encara o São Paulo em São Januário. Na quarta-feira, às 19h30, e novamente na Colina, o adversário será o Vitória. Para Dorival, os recentes tropeços não farão com que os jogadores enfrentem maior pressão dentro de casa.

“A cobrança seria a mesma se tivéssemos vencido (a Portuguesa). Eu também não estaria tranquilo, satisfeito. Estamos tentando encontrar um caminho, então que o torcedor ajude, participe muito mais com a equipe. Aquela meia dúzia que inicia uma vaia tem que ter mais cuidado, porque influencia o restante e aí ficaremos no meio do caminho”, ressaltou o comandante.

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