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Por renascimento com Milan, Kaká inicia nova caminhada no Calcio

Bruno Grossi e Yan Resende* São Paulo (SP)

Em agosto de 2003, Kaká e Milan iniciaram relação duradoura e bem-sucedida. Em seis anos de parceria, jogador e clube conquistaram a Itália, a Europa e até o mundo, mas o brasileiro queria mais e decidiu encarar aventura galáctica no Real Madrid. Sem o mesmo êxito alcançado em San Siro, o meia de 31 decidiu deixar a capital espanhola para voltar a respirar os ares da Lombardia e comandar o renascimento rossonero.

Na primeira temporada sem Kaká, a 2009/10, o Milan ficou na terceira colocação e viu arquirrival Internazionale conquistar o título. No ano seguinte, buscou no sueco Zlatan Ibrahimovic um comandante para a esquadra e levantou o scudetto seis anos após a campanha vitoriosa de 2003/04. Justamente a primeira e única de Kaká. Depois, a Juventus retomou a hegemonia no país com o bicampeonato consecutivo.

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A história do brasileiro com a camisa 22 do Milan, no entanto, já estava escrita. Além da Serie A, o meia-atacante levantou as taças da Supercopa da Itália e da Supercopa da Europa. Mas a consagração definitiva do Príncipe de Milão foi resultado das atuações brilhantes na Liga dos Campeões da Europa e no Mundial de Clubes de 2007.

No mesmo ano, reinou no planeta por mais duas vezes ao faturar a Bola de Ouro e o prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa – atualmente as premiações são unificadas. Agora, novamente com os milanistas como súditos, Kaká quer ocupar ser coroado e comandar nova expansão do reino de San Siro.

AFP
Em 2007, o mundo ficou pequeno para Kaká, melhor para a Fifa e para a revista France Football
De olho na Copa, Kaká busca 100º gol pelo Milan

A calorosa recepção da torcida rossoneralogo pode ser explicada pelo entusiasmo de Kaká ao falar de seu primeiro jogo oficial no retorno ao futebol italiano: o meia brasileiro está com ‘fome de bola’ e promete total dedicação para renascer ao lado do Milan na temporada 2013/14. O pensamento do jogador, no entanto, não é apenas no Calcio: o camisa 10 da Seleção na Copa da África do Sul quer disputar o Mundial no Brasil.

“Eu quero um lugar na Copa do Mundo, mas, acima de tudo, quero me sair bem aqui. Eu prometo me esforçar ao máximo, e um dos meus objetivos é chegar aos cem gols pelo Milan”, projetou o meia brasileiro. Após seis temporadas com a camisa rossonera, no patamar de destaque da equipe italiana, Kaká já marcou 94 gols pelo time de Milão e não deve demorar a atingir o centésimo.

Com relação à recepção da torcida do Milan, o jogador também não escondeu a satisfação. Depois de falar que já havia até sonhado com o seu nome sendo gritado no Estádio San Siro, Kaká revelou se sentir como uma criança na véspera da estreia. “Estou feliz por todo esse entusiasmo. Estou treinando bem e me sinto como uma criança prestes a fazer sua estreia. Vou tentar estar em boa forma e à disposição do treinador”.

Divulgação/Fifa
Kaká conquistou o bicampeonato da Copa das Confederações e o Penta em 2002, mas não repetiu o sucesso nos Mundiais de 2006 e 2010
O primeiro jogo oficial de Kaká, neste sábado, às 15h45 (de Brasília), será contra o Torino, no Estádio Olímpico de Turim, pela 3ª rodada do Campeonato Italiano, mas a imprensa italiana já fala sobre o próximo jogo do Milan, na Liga dos Campeões. Com a esperança de ver o meia brasileiro entre os melhores do futebol mundial, o duelo contra o Celtic, na próxima quarta-feira, no San Siro, refresca a memória dos mais apaixonados pelo jogador.

No dia 04 de dezembro de 2007, Kaká recebia sua Bola de Ouro, prêmio da revista France Football, justamente em um duelo contra os escoceses no San Siro, pela competição continental. “Vai ser um jogo emocionante (a estreia diante do Torino) e vou tentar manter a calma para que eu possa jogar o meu melhor. Depois, tem a Liga dos Campeões e já marquei um gol importante contra o Celtic na minha carreira, comemorando minha Bola de Ouro”, explicou o brasileiro.

Estreia do jogador se torna o assunto de ‘Milão’

As lembranças da primeira passagem ficaram evidenciadas na forma como a imprensa italiana trata a estreia oficial de Kaká pelo Milan. Para o jornal esportivo La Gazetta dello Sport, este é o assunto de bares e restaurantes pela Itália, já que o primeiro jogo do meia brasileiro também traz consigo uma responsabilidade futuro: uma boa atuação do jogador pode representar o prenúncio de uma temporada promissora para o time rossonero.

A agitação externa também reflete nos bastidores do clube. O vice-presidente Adriano Galliani já afirmou que Kaká é a “sensação” do Milan sem ao menos ter estreado, e foi além: o mandatário acredita que a chegada do jogador renovou o entusiasmo de seus companheiros, o que deve refletir em campo na temporada 2013/2014.

Divulgação/A. C. Milan
Foram quatro anos de espera para que Kaká voltasse a vestir o manto rossonero novamente
Ao confirmar a contratação do jogador, Galliani já havia ressaltado a força ofensiva do Milan para a temporada, o que ficou comprovado no amistoso jogado pelo brasileiro no último final de semana. No amistoso contra o Chiasso, time da terceira divisão da Suíça, Kaká foi a campo com a braçadeira de capitão e deu uma assistência na vitória por 4 a 0 da equipe italiana.

Entre os jogadores, o entusiasmo também ficou evidente. Do outro lado do campo, o zagueiro Phillippe Mexes ressaltou a chegada do meia brasileiro, afirmando que Kaká dá mais segurança para o time do Milan. “Com ele, nós estamos bem. Ele é um grande jogador, vai nos trazer segurança e ajudar o Balotelli, o Matri e todos os atacantes. Nós apenas temos que trabalhar”, avaliou o defensor.

*Especial para GE.net

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