Futebol/Bastidores - ( )

Preocupada com eleição, diretoria são-paulina isola Adalberto

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Os cardeais são-paulinos desaprovaram a readmissão de Adalberto Baptista, anunciada na terça-feira. Gostaram menos ainda, dois dias depois, da entrevista em que ele reafirmou tudo aquilo que, direta ou indiretamente, ocasionou em sua saída, em julho. Por isso, trataram rapidamente de mostrar que vão isolá-lo.

Carlos Augusto de Barros e Silva (o Leco, primeiro vice-presidente) e Julio Casares (vice de comunicações e marketing), dois dos quatro pré-candidatos da situação para a eleição de 2014, fizeram questão de externar insatisfação com o agora diretor secretário-geral.

Fernando Pilatos/Gazeta Press
Ex-diretor de futebol e agora diretor secretário-geral, Adalberto é homem de confiança de Juvenal
Mais enfático, Casares disse ter sido pego de surpresa pela entrevista publicada na quinta-feira pelo jornal Lance!, na qual Adalberto afirmou, dentre outras coisas, que o goleiro Rogério Ceni havia se colocado "acima da instituição" e que a manutenção de Ney Franco teria deixado o time, atualmente comandado por Paulo Autuori, "em uma situação melhor".

"Não reflete minha opinião e a dos meus companheiros da diretoria. Precisamos construir um pensamento de unidade. O que ele falou foi algo pessoal, e isso não ajuda neste momento que o time atravessa. O Rogério é um mito, e o trabalho do Paulo tem sido um grande trabalho", falou Casares, após reunião com outros pré-candidatos.

O encontro dos possíveis sucessores de Juvenal - além de Leco e Casares, também Roberto Natel (vice social e de esportes amadores) e Carlos Miguel Aidar (presidente no final da década de 1980) - serviu também para mostrar aos conselheiros e à torcida que Adalberto, muito criticado pelos rumos que deu à equipe quando dirigia o futebol, não será candidato a presidente, em abril de 2014.

Por sucessor de consenso, Juvenal reúne seus quatro pré-candidatos

Ao contrário de seus vice-presidentes, Juvenal não concedeu entrevista. Segundo pessoas próximas, no entanto, o mandatário repreendeu pessoalmente Adalberto, seu homem de confiança, pela polêmica desnecessária enquanto o time luta para escapar do rebaixamento.

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade