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Quarto treinador diferente faz elenco são-paulino se questionar

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Ao estrear contra a Ponte Preta (às 21 horas desta quinta-feira, no Morumbi), Muricy Ramalho será o quarto treinador diferente a dirigir o São Paulo neste Campeonato Brasileiro. Restando apenas um turno pela frente, a nova troca fez o elenco perceber que o problema da crise pode não ser o comando, mas sim os comandados.

"Nem sempre a culpa é do treinador, mas sim dos jogadores que estão em campo", disse o volante Denilson. "O Ney Franco saiu, todos diziam que ele era o culpado. Chegou um treinador que foi campeão da Libertadores e mundial (Paulo Autuori) e acabou sendo dispensado. Agora chegou o Muricy. Qual vai ser o próximo?".

Além dos três citados por Denilson, a equipe também foi dirigida interinamente em duas derrotas pelo coordenador técnico Milton Cruz. A chegada de Muricy após apenas dois meses de trabalho de Autuori, contraditória se levado em conta que a diretoria apostava no planejamento do antigo treinador, foi a última cartada para tentar salvar o time do rebaixamento à Série B.

"Fiquei surpreso com a chegada dele, porque o Autuori tinha pouco tempo. Mas não posso falar nada, é assunto da diretoria", falou o volante, que trabalhou com Muricy em 2006 e, mais do que surpreso, mostra-se esperançoso. "Sem dúvida alguma, ele não veio à toa. Ele veio para tirar o time dessa situação e merece todo nosso respeito. Vamos mostrar quem realmente é o São Paulo".

As próximas amostras do São Paulo ideal para deixar a zona de descenso devem ser defensivas. É possível que, nesta quinta-feira, o time seja escalado com três zagueiros, mesmo jogando como mandante e diante de um adversário que faz pior campanha na competição.

"Não adianta ir a campo e pensar em jogar bonitinho. Futebol é feito de resultados, de se colocar a bola na rede e ganhar jogos. Por mais que não faça uma grande partida, se você vence, ganha prestígio. Às vezes, você joga bonito e perde. Prefiro jogar feio e conseguir a vitória", opinou o camisa 15, que voltará a atuar pouco mais de um mês depois de cirurgia no joelho direito.

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