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Readmitido, preparador são-paulino refuta crítica: "Não mudou nada"

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Questionado após a saída da comissão técnica de Ney Franco, o condicionamento físico dos jogadores do São Paulo não mudou em nada desde então. Sempre foi bom, na opinião de José Mário Campeiz, o Zé Mario, preparador que perdeu o emprego dias depois do treinador e foi readmitido na semana passada, dois meses mais tarde, com a chegada de Muricy Ramalho.

"A equipe sempre esteve bem fisicamente. Em termos físicos, acho que ela não se encontrava mal", disse à GE.net, em tom respeitoso. "É que quando os resultados não vêm, sempre a variável mais questionada é a preparação física. As vitórias voltaram agora (foram três seguidas, com Muricy), mas não teve mudança nenhuma. Estamos dando continuidade ao que vinha sendo feito, mantendo as capacidades adquiridas".

Rubens Chiri/www.saopaulofc.net
Zé Mário foi dispensado em julho, pouco após Ney Franco, e voltou ao clube na terça-feira passada
Os primeiros questionamentos à condição física dos atletas partiram de Paulo Autuori, durante o período de maior crise do time. Sem direcionar suas críticas a algum profissional específico – além de Ney Franco e Zé Mário, a diretoria dispensou também o auxiliar técnico Éder Bastos e outro preparador físico, Alexandre Lopes –, em determinadas partidas o antecessor de Muricy atrelou a queda de produção a um preparo ruim do elenco.

Com o cuidado de não alimentar polêmica, Zé Mário defende não só o seu trabalho e o de Alexandre Lopes, como também o de Gilvan Santos, preparador contratado a pedido de Autuori. "São todos profissionais de qualidade, experientes", elogia o profissional, que, apesar das críticas que indiretamente o atingiram naquele período, continuou assistindo aos jogos após a demissão e não negou o convite da diretoria para retomar o trabalho.

"O negócio é resultado. Quando não há resultado, sempre há mudança. Faz parte do futebol. Quem está neste meio tem que aceitar isso. Voltei com a maior alegria e disposição. Conheço todos aqui, gosto do clube e nem procurei saber os motivos da minha saída, nem da minha readmissão. É como se eu não tivesse saído", opina o preparador, cuja primeira passagem pelo São Paulo teve início em agosto de 2011.

De volta na terça-feira passada, quando Muricy substituiu Autuori, Zé Mário não tem nenhum problema físico entre os titulares. Por isso, o cuidado principal é com o grupo de jogadores que geralmente ficam no banco de reservas e precisam ser submetidos a maior esforço no dia a dia, já que não atuam com tanta frequência. O que igualmente requer atenção é o clima dos locais em que serão disputadas as próximas partidas no Campeonato Brasileiro.

No domingo, o desafio será o Goiás, a grande dimensão do gramado do Serra Dourada e previsão de máxima de 36ºC em Goiânia. "Lá, além da temperatura alta, tem a questão da baixa umidade relativa do ar. É uma complicação. A gente fica mais atento, além do repouso e da direta pré-jogo, à reposição hídrica. Em campo, a questão é mais tática, do treinador, de pedir para valorizar a posse de bola, manter o time mais junto", explica.

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