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Rosell rebate acusações e diz: "A Polícia não me espera no Brasil"

Barcelona (Espanha)

Presidente do Barcelona, Sandro Rosell falou sobre as acusações que têm sido feitas contra ele pela primeira – e única – vez. Em entrevista à Catalunya Ràdio, o mandatário do clube catalão rebateu todas elas, incluindo as que envolvem a CBF e Ricardo Teixeira, ex-comandante da entidade.

Rosell, assim como Teixeira, é acusado de desviar dinheiro do amistoso entre Seleção Brasileira e Portugal, realizado em 2008. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, pelo menos R$ 450 mil do lucro do jogo foram parar em contas correntes nos Estados Unidos, em nome de Rosell.

Ex-representante da Nike no Brasil, Rosell tem relação estreita com Ricardo Teixeira. Há cinco anos, o brasileiro concedeu ao catalão o direito de organizar a partida entre Brasil e Portugal, no Estádio do Bezerrão, no Gama (DF), através da empresa Alianto, especializada em marketing esportivo.

AFP
Empresa de Rosell organizou amistoso da Seleção e é acusada de ter desviado lucro (foto: Josep Lago)
Perguntado sobre uma possível corrupção, Rosell explicou: “Não são comissões. São meus honorários. Fiz o trabalho que faço pública e notoriamente durante toda a minha vida. Não entendo as pessoas que tentam transformar e caluniar as coisas”, defendeu-se.

Rosell também nega que tenha trabalhado para ajudar Ricardo Teixeira a ser residente de Andorra, um paraíso fiscal, outra acusação feita após apuração do diário. “Tenho uma gestora em Andorra, e aí ele me consultou. Qual é o problema? Ele acabou escolhendo uma residência nos Estados Unidos”.

Para garantir a inocência, o presidente culé, que também é indagado pelos próprios torcedores acerca das últimas transferências do clube – especula-se que Neymar, por exemplo, foi comprado por um valor muito maior do que o divulgado –, dá o direito de investigação a todos os duvidosos.

“Posso entrar no Brasil quando eu quiser, porque a Polícia não está me esperando; Não tenho nada para esconder; Podem me denunciar pelo que acharem que eu fiz, e aí resolveremos tudo na Justiça; Nunca tive nenhuma comissão por transferência”, finalizou.

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