Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

‘São Tomé’, Muricy Ramalho espera para ver Rogério Ceni aposentado

Bruno Grossi, especial para a GE.net São Paulo (SP)

Aliviado com a terceira vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro, Rogério Ceni deixou o gramado do Morumbi na última quarta-feira com discurso firme de que não mudaria a decisão de se aposentar nem mesmo com uma vaga na Libertadores. Muricy Ramalho, no entanto, não tem tanta confiança no decreto feito pelo ídolo do São Paulo.

“Vi que ele disse que o resultado não mudaria nada o que ele pensa, mas não sei. Futebol não é fácil, rapaz. Para se afastar disso aqui não é mole não. Eu já estou com uma certa idade (por isso pensa em parar), mas ele ainda ama o que faz. Não sei o que ele vai sentir quando acordar no primeiro dia aposentado, mas vai ver o carro vem sozinho para o CT. Eu sou meio São Tomé mesmo, só quando acontecer que vou acreditar”, opinou o técnico, em referência ao santo que, de acordo com a Bíblia, duvidou da ressurreição de Jesus Cristo.

Gazeta Press
Rogério Ceni avisou diversas vezes que irá se aposentar em dezembro (Foto: Bruno Grossi)
Embora sejam amigos de longa data, já que trabalharam juntos no Tricolor nos anos 90 e na década passada, Muricy revela que ainda não teve tempo de conversar com o capitão. O comandante promete ajudá-lo caso opte por iniciar carreira de treinador, mas antes mostrará a Ceni os prazeres de ser um ‘”vagabundo”, como no período que passou entre a saída do Santos e o retorno ao Morumbi.

“Quando o jogador fala assim você tem que deixar esfriar para depois conversar um dia. A gente é amigo, mas não teve tempo de conversar. E se eu mostrar esse tempo que fiquei em Ibiúna (onde tem sítio no interior de São Paulo) ele não vai querer não”, apostou.

Perguntado se já procura, por precaução, um substituto para Rogério visando à próxima temporada, o técnico despistou. No atual elenco, Muricy conta com Dênis, Leonardo e Renan Ribeiro, sendo que nenhum inspira confiança no clube para assumir definitivamente a camisa 1, algo que o treinador prefere deixar para pensar depois que o rebaixamento estiver distante: “Não estou pensando nisso. Não podemos pensar em outras coisas. Temos que pensar no dia de hoje e não devemos misturar nada”.

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