Futebol/Campeonato Brasileiro - ( )

Só dois jogadores do Corinthians terminam jogo onde o começaram

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Tite tinha no banco opções como Jocinei, Matheus e Zizao, motivo pelo qual fez apenas uma substituição no empate por 0 a 0 do Corinthians com o Náutico – o garoto Léo deu lugar ao também garoto Paulo Victor. Dos 11 jogadores de linha alvinegros que estiveram em campo, só dois começaram e terminaram o jogo na mesma posição.

Com oito desfalques, a maior parte deles na frente, o treinador tentou de tudo para furar a marcação do lanterna. O fato de o zagueiro Paulo André ter disputado boa parte do segundo tempo como centroavante dá uma boa amostra do que foi o confronto no Pacaembu.

Na tentativa de derrubar o último colocado do Campeonato Brasileiro, o Corinthians começou a partida de domingo com a seguinte formação: Danilo Fernandes; Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf e Edenílson; Ibson, Danilo e Léo; Romarinho.

Ainda no primeiro tempo, Tite trocou Léo e Ibson de posição, botando o garoto na direita. Léo melhorou atacando por lá, mas a mexida não foi suficiente para desequilibrar a defesa. Aí Danilo, entregue à marcação de Elicarlos na meia, foi ser centroavante, recuando Romarinho.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Tite tentou de tudo; só não colocou Zizao porque realmente queria a vitória sobre o Náutico
No início da etapa final, Ibson passou a ser o meia centralizado, com Romarinho na esquerda. Paulo Victor substituiu Léo pouco depois e, após alguns minutos do lado direito, foi atuar aberto pela outra beirada. Era o momento em que o desespero alvinegro começava a ficar muito claro.

Danilo ocupou a lacuna na direita, e Romarinho ganhou liberdade para se movimentar em torno do novo homem de área, ele, Paulo André – Ralf foi para a zaga. Alessandro virou meio-campista para aumentar a qualidade do passe por ali e liberar a lateral direita para as infiltrações de Edenílson.

Nos minutos derradeiros, em que acertaram uma bola no travessão com Ibson, pressionaram e levaram sustos nos contra-ataques, os corintianos atuaram assim: Danilo Fernandes; Alessandro, Gil, Ralf e Igor; Ibson e Alessandro; Danilo, Romarinho e Paulo Victor; Paulo André.

Como se vê, só Gil e Igor mantiveram suas posições do início ao fim do jogo – e isso nem leva em conta os já tradicionais momentos em que Gil troca de posição com Paulo André, fazendo a função de quarto zagueiro. O carrossel tático não foi suficiente para evitar o péssimo empate.

Confira as funções desempenhadas por cada jogador do Corinthians na partida:

Danilo Fernandes - Ainda que tenha saído da área para iniciar algumas jogadas, o goleiro foi goleiro até o fim.
Alessandro - Começou como lateral direito e, na parte final do jogo, foi dar qualidade ao passe no meio de campo.
Gil - Foi um dos poucos que mantiveram o posicionamento do início ao fim. Apenas fez a corriqueira troca de lado com Paulo André na defesa em alguns momentos.
Paulo André - Retrato do jogo, o quarto zagueiro terminou o confronto como centroavante e esteve perto de marcar, parando em boa defesa de Gideão.
Igor - Foi lateral esquerdo o tempo todo.

Fernando Dantas/Gazeta Press
O meia Danilo atuou em três posições contra o Náutico e não foi bem em nenhuma delas
Ralf - Cabeça de área na maior parte da partida, recuou para a defesa quando o Corinthians buscou com maior ímpeto o gol.
Edenílson - De volta à função de segundo volante na escalação, acabou retornando à lateral por seu maior poder de infiltração em relação a Alessandro.
Ibson - Aberto pela direita na linha de armadores a princípio, atuou também pela esquerda e pelo meio. No final do jogo, chegou um pouco de trás.
Danilo - Entregue à marcação como meia centralizado, foi também centroavante e meia pela direita. Jogou mal em todas.
Léo - Começou aberto pela esquerda, onde sofreu com a marcação. Teve maior sucesso pela direita até o final do primeiro tempo, mas caiu após o intervalo e foi substituído.
Paulo Victor - Entrou aberto pela direita. Pouco depois, foi atacar pelo outro lado.
Romarinho - Centroavante – ainda que sem a obrigação de ficar parado na área – no início, foi meia centralizado e também atuou pela esquerda.

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