Futebol - ( - Atualizado )

Diretor cobra mudança de atitude: "Temos que apertar todo o mundo"

Marcos Guedes São Paulo (SP)

“Apertar todo o mundo” foi como Roberto de Andrade resumiu o conteúdo da longa reunião realizada no CT do Corinthians na quinta-feira. O diretor de futebol usou a palavra “postura” de maneira bastante repetitiva para explicar a mudança que espera ver na equipe alvinegra “já no sábado”.

“O que foi falado é que temos que melhorar nossa postura. Temos condições de apresentar muito mais do que temos apresentado. O rumo da conversa foi esse. Pedimos uma postura diferente, uma postura melhor. São os próprios jogadores que têm que melhorar”, afirmou o dirigente.

A visão vai de encontro às críticas de que o grupo não está mostrando o empenho necessário, algo contestado pelo Tite e pelos atletas. O próprio Roberto não soube explicar bem que tipo de mudanças deseja ver na tentativa de acabar com a má fase – uma vitória foi obtida nos últimos 13 jogos.

“Quando eu falo em postura, isso não significa que não tem ninguém correndo. O time está se empenhando, só que de uma forma estranha ou irregular, porque os resultados não aparecem. É isso o que eu chamo de postura. É o que temos que melhorar já”, acrescentou o diretor.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Roberto de Andrade fez questão de apontar que o Corinthians ainda está vivo na Copa do Brasil
Alessandro, Paulo André e Fábio Santos foram os atletas que ouviram essa cobrança em nome do grupo. De acordo com Roberto, os demais não participaram da reunião porque voltaram de viagem e já não estavam no CT – justificativa estranha, se levado em conta que Alessandro foi a Porto Alegre para o confronto com o Grêmio.

De qualquer maneira, a visão defendida pela diretoria é que o Corinthians tem elenco e comissão técnica “para disputar título, não para estar onde está”. “Então, nós temos que apertar todo o mundo, fazer com que todo o mundo mude a sua postura”, resumiu Roberto de Andrade.

Rebaixamento, Libertadores e Copa do Brasil
Foram abordados na reunião os objetivos restantes na temporada. Um deles é escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, risco que cresce a cada rodada sem gol. O outro é avançar à próxima Copa Libertadores por meio do título da Copa do Brasil – ficar entre os primeiros do Brasileiro é algo já bem distante.

A proximidade com a degola é quase um tabu e, ao mesmo tempo, o motivo maior da cobrança geral. “A gente evita falar em risco de rebaixamento, mas já está em uma situação incômoda. É natural (falar sobre o assunto) porque o incômodo é por causa disso”, afirmou o diretor Roberto de Andrade.

Outro incômodo é a possibilidade de ficar fora da Libertadores pela primeira vez desde a edição de 2009. Distante 12 pontos da zona de classificação à principal competição sul-americana, o Corinthians se vê em situação difícil para voltar a brigar pelo título que conquistou em 2012.

“Se não jogarmos, não vou chamar de fracasso o nosso ano. Um ano em que você ganha dois títulos não é fracassado, não. Lógico que a gente vai ficar chateado se não participar da Libertadores, porque é um campeonato em que todos almejam estar, mas não chega a ser um fracasso, não”, disse o dirigente.

Ele minimizou o impacto no orçamento no caso de ausência e lembrou que a vaga ainda pode ser obtida por meio de outro campeonato. “Não podemos esquecer que estamos vivos na Copa do Brasil. E temos grandes chances de ser campeões, por que não? Estamos vivos!”

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