Futebol/Brasileiro Série B - ( - Atualizado )

Ao rever técnico do Mirassol, Kleina diz que anulou tática do vexame

São José do Rio Preto (SP)

Gilson Kleina teve pela frente nesta terça-feira o responsável pelo seu momento de maior pressão no Palmeiras. Quem comanda o Oeste é Ivan Baitello, técnico do Mirassol que aplicou 6 a 2 no Verdão há mais de seis meses, pelo Campeonato Paulista, e apostou na mesma tática. Mas, desta vez, perdeu por 2 a 0.

A superação de um ‘fantasma’ fez Kleina abrir um largo sorriso. “Jamais vou criar uma rivalidade. Até o cumprimentei antes do jogo, lhe perguntei se ele usaria a mesma estratégia e ele deu risada. E veio de novo do mesmo jeito: com a marcação atrás e jogadores rápidos na frente. Mas já tínhamos passado por aquela situação.”

O treinador do Palmeiras já imaginava como Baitello armaria sua equipe, por isso preparou os seus jogadores. A ordem era a marcação próxima dos atacantes, alvo de lançamentos como única oportunidade de atacar, e segurar dois dos três volantes para aumentar a proteção a Fernando Prass.

“Conversei com os jogadores sobre a forma como ele arma seus times, querendo nosso erro. Como tem jogadores velozes na frente, a nossa marcação teria que ser mais justa. E tivemos mais a saída do Wesley porque a permanência do Charles e do Márcio foi a grande sustentação do nosso meio-campo, com liberdade para a transição no ataque e a movimentação”, comemorou Kleina.

O técnico também fez questão de destacar quem saiu do banco. Quando sentiu que o Oeste ocupava demais o campo do Verdão, mesmo sem mostrar qualidade para fazer Prass trabalhar, trocou Charles para ampliar o poder de marcação com Eguren e apostou na velocidade de Vinicius e Serginho nos lugares de Valdivia e Alan Kardec após Leandro ser expulso.

O mais efetivo foi Serginho, que marcou o segundo gol nos acréscimos aproveitando passe de Wesley, armador do time naquele momento. “Salientamos sempre o elenco, sempre pregamos que quem não inicia a partida precisa ter o mesmo comprometimento de vitória. Assim, com quem saiu do banco, a equipe cresceu quando começava a gostar do jogo”, apontou Kleina.

O comandante do Palmeiras também fez questão de citar a grande quantidade de buracos e formigueiros no gramado como obstáculos para o líder da Série B do Brasileiro. “O campo estava muito irregular, isso dificulta para quem quer fazer a saída de bola e criar. Mas soubemos superar isso e fazer a vitória”, celebrou.

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