Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Blatter quer diminuir vagas para Europa e América do Sul em 2018

Genebra (Suíça)

Perto de realizar mais uma Copa do Mundo, o presidente da Fifa, Joseph Blatter afirmou que o torneio mundial deve receber algumas alterações em edições futuras. Para o mandatário da entidade máxima do futebol, a competição deve ser democratizada, com uma maior representatividade para as seleções da África e da Ásia, o que diminuiria a participação dos times europeus e sul-americanos.

"A Europa e a América do Sul não pode ser que não tenham a maioria das vagas (18 ou 19), porque, juntas, representam um número menor de associações membros (63 países) do que a Ásia e África (100 países). De uma perspectiva puramente esportiva, eu gostaria de ver a globalização levada a sério, e as associações nacionais africanas e asiáticas recebendo o status que elas merecem na Copa do Mundo", escreveu Joseph Blatter na revista .

Para o mandatário, que está de olho na próxima eleição para presidente da Fifa, um novo sistema de disputa aumentaria as chances de novas seleções conquistarem o título mundial. Desta forma, para 2018, a América do Sul poderia ficar apenas com quatro vagas, sem direito à repescagem, enquanto a Europa, que tem 13, corre o risco de ter dois representantes a menos.

"A África está lamentavelmente sub-representada na Copa do Mundo. Enquanto isso continuar acontecendo, as seleções africanas nunca poderão ganhar um troféu intercontinental, independentemente do seu progresso em campo. Esta situação imperfeita deve ser corrigida. Uma chance igual para todos é algo primordial do esporte”, completou o presidente da Fifa.

A ideia de Blatter, no entanto, não é bem vista pela Uefa. Michel Platini, presidente da entidade europeia, já chegou a afirmar que o número de vagas para o continente é justo, enquanto o exagero é por parte da representação dos países sul-americanos.

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