Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Dívidas da diretoria fazem elenco da Lusa abandonar concentração

Yan Resende, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

A relação entre os jogadores e a diretoria da Portuguesa parece ter chegado a um ponto insustentável nesta reta final da Série A do Campeonato Brasileiro. Na luta contra o rebaixamento, os atletas rubro-verdes decidiram mostrar o quanto estão insatisfeitos com os mandatários do clube do Canindé e prometeram mudanças para as próximas rodadas: o regime de concentração não será mais realizado e a apresentação será feita já estádio. Nos jogos fora da capital paulista, o proposto é a viagem apenas no dia do jogo.

Os motivos que levaram a tais atitudes do elenco lusitano não são recentes. Os jogadores da Portuguesa estão sem receber auxílio-moradia há oito meses, os salários seguem atrasados e nem mesmo as premiações foram pagas pelos dirigentes. No caso mais recente em que o clube recebeu uma quantia extra de dinheiro, o jogo contra o Corinthians em Campo Grande, nada foi repassado para os atletas, como chegou a ser prometido pela diretoria do Canindé.

“Eles estão devendo algumas coisas para nós e já faz um tempo. Desde o ano passado temos premiações para receber e os salários estão atrasados. A diretoria fala uma coisa em um momento, mas logo percebemos que é algo totalmente diferente que acontece. Estamos cansados de tanta promessa”, afirmou um jogador da Lusa, que preferiu não se identificar ao conversar com a reportagem da GazetaEsportiva.Net.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Insatisfeitos com a diretoria, os jogadores da Portuguesa não devem respeitar o regime de concentração
Apesar da incômoda relação com a diretoria, o elenco rubro-verde prometeu seguir com a mesma dedicação dentro de campo, já que a torcida da Portuguesa – que também não vive em lua de mel com a atual gestão e não perde a oportunidade de protestar contra o presidente Manuel da Lupa – mostrou total apoio aos jogadores. Além disso, o trabalho feito por Guto Ferreira no segundo semestre também é visto como fator de motivação.

“Temos que jogar para nós e por nossa torcida. O Guto Ferreira está do nosso lado, pois ele vê que estamos jogando por nossa honra, pois, quando entramos em campo, nunca deixamos a desejar, não levamos os problemas extra-campo para dentro do gramado”, completou um dos representantes do elenco da Portuguesa, que não escondeu sua insatisfação com relação à conduta da atual gestão no Canindé.

Para receber uma quantia maior de dinheiro com a renda dos jogos, a diretoria da Lusa decidiu abrir mão do mando de campo na próxima rodada. Desta forma, o time paulista vai atuar neste domingo, às 16 horas (de Brasília), contra o Flamengo, em Fortaleza, no Estádio Castelão. No jogo seguinte, o clássico contra o São Paulo, os jogadores já prometem abandonar o regime de concentração e cobrar uma nova conduta dos mandatários.

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