Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Éderson se surpreende consigo mesmo, traça nova meta e mira Seleção

Tarcísio De Lucca, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

É muito provável que os mais de 30 mil habitantes da cidade de Pentecoste, a 89 quilômetros de Fortaleza, capital do Ceará, tenham passado a acompanhar mais o futebol neste ano. Isto porque o pentecostense Éderson Alves Ribeiro Silva, atacante do Atlético-PR, vem levando o local às alturas.

Artilheiro e destaque deste Campeonato Brasileiro, com 15 gols marcados, Éderson chamou a atenção dos torcedores brasileiros, e talvez até de alguns clubes europeus. Responsável por aproximadamente 35% dos tentos do time paranaense na competição nacional, ele até se surpreendeu com sua fase. "Agora, estou querendo uma média de 20 a 25 gols, juntando Brasileiro e Copa do Brasil".

Quando deixou o interior do estado para se aventurar nas categorias de base do Ceará, onde se firmou como uma das maiores promessas do clube alvinegro, Éderson não deveria imaginar que, seis anos mais tarde, pedidos atleticanos por sua convocação para a Seleção Brasileira seriam comuns.

Mesmo assim, o jogador de 24 anos sabe que terá que manter os seus pés no chão caso queira vestir a amarelinha em breve, pelo menos em algum teste do técnico Felipão. A Copa do Mundo de 2014, daqui a menos de um ano, está mais do que distante, mas a de 2018 poderá ser palpável.

Para isto, Éderson espera continuar focado e aproveitar a boa fase do Furacão, que, antes posto como um dos candidatos ao rebaixamento, surpreende com a consolidação no G-4. E, talvez, um abraço de um torcedor rubro-negro seja o principal combustível do avante, hoje quase um pop-star em Curitiba.

Antes do maior clássico do Paraná, o Atletiba, Éderson teve uma conversa exclusiva por telefone com a reportagem da GE.net, em que abordou a sua ascensão meteórica, o Atlético-PR, o sonho da Seleção Brasileira e a sua nova vida em Curitiba.

Divulgação/CAP
Ederson já marcou quinze gols no Campeonato Brasileiro e ainda sonha com a Seleção Brasileira
GE.net: Quais as explicações para você e o Atlético-PR serem as surpresas deste Campeonato Brasileiro até agora?
Éderson: Acho que, desde o primeiro mês que a gente ficou sem jogar, a gente se preparou bastante, né? Trabalhamos muito. A gente forçou bastante para, quando chegasse o Campeonato Brasileiro, a gente estivesse acima de outros adversários. Então, acho que isso que vem acontecendo nos últimos jogos tem explicação. Estamos correndo muito nas partidas, nosso time vem conseguindo fazer bons jogos e vem se destacando. E, graças a Deus, venho conseguindo fazer gols e ajudando o Atlético-PR. Estou sempre presente ali na área pra, quando a bola chegar, poder finalizar bem e fazer os gols. Graças a Deus, vem dando certo. Conseguir fazer gols no Brasileiro e na Copa do Brasil, e espero continuar fazendo isso e ajudando o Atlético-PR.

GE.net: Antes da Série A começar, você traçou uma meta de até 15 gols, objetivo já alcançado. Você se surpreendeu? Já estipulou novos números?
Éderson: Me surpreendi muito, mesmo. É um campeonato que acho muito difícil. Mas consegui fazer os gols e ir chegando na minha meta. Hoje, estou querendo uma média de 20 a 25 gols, juntando Brasileiro e Copa do Brasil.

GE.net: Os seus tentos, aliás, teriam despertado a cobiça europeia. O que aconteceu? E por que você ficou?
Éderson: Na verdade, fiquei sabendo dessas propostas e pedi para o meu empresário não me passar nada, porque estou muito focado no Atlético-PR nesse ano. Não estou querendo sair agora. Falei para ele esperar para eu conversar com o (Mauro Celso) Petraglia (presidente) sobre isso. Quando chega o dinheiro, o atleta fica balançado, com certeza. Aí o Petraglia pediu para eu renovar mais um ano. Conversamos com ele e achamos melhor renovar. Se aparecer algo no final do ano, a gente conversa para ver o que é melhor para os dois.

GE.net: Alguns torcedores pedem Éderson na Seleção Brasileira. O que você acha disto? Crê que tem chances reais de estar na Copa do Mundo de 2014?
Éderson:
Acho que, para 2014, a gente já tem alguns atacantes definidos, praticamente. São jogadores que já vem aparecendo há algum tempo, e eu comecei a aparecer nesse Campeonato Brasileiro. Com certeza o Felipão vai optar por outros que já estão preparados, jogando há mais tempo. Mas venho trabalhando e me preparando para, quando tiver essa oportunidade na Seleção, agarrar. Sei que é muito difícil, mas, se continuar brigando pela artilharia, com certeza vou ter essa oportunidade.

GE.net: Para você, a chegada do técnico Vágner Mancini foi um dos principais fatores que ajudam a explicar a escalada do Atlético-PR? (Treinador tem 12 vitórias, sete empates e só quatro derrotas).
Éderson:
Acho que, quando o Mancini chegou, nosso time fechou de uma maneira que não estava. A gente começou a correr mais pelo outro, ajudar o outro. Não sei se isso foi também por causa da chegada dele, mas nosso time começou a se fechar mais, as bolas começaram a entrar nos gols e começamos a sair com as vitórias que a gente não vinha conquistando. Ganhamos jogos importantes, e isso vem deixando a gente lá em cima, por isso que pegamos aquela sequência de 13 jogos sem perder.

GE.net: Como está lidando com o sucesso em Curitiba?
Éderson:
Sempre procurei isso, ser reconhecido nas ruas, nos restaurantes, onde vou, no shopping. E venho conseguindo. Sempre trato com muito carinho os torcedores. Era isso que procurava para mim. Estou conseguindo, e espero continuar fazendo gols, ajudando o Atlético-PR. E que essa torcida apareça cada vez mais para eu poder ficar mais feliz ainda, tirando fotos, dando autógrafos. Acho que isso poderei dar tranquilamente, com carinho mesmo.

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