Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Empresário nega golpe e faz acusações à Federação Cearense

Bruno Grossi, especial para a GE.net São Paulo (SP)

O representante da Xaxá Produções e Eventos, Fabiano Rodrigues, foi acusado pela Federação Cearense de Futebol e pela Arena Castelão Operadora de Estádios S/A de ter sumido com parte da renda do empate sem gols entre Portuguesa e Flamengo, mas negou veementemente à GazetaEsportiva.net. O empresário garante ter recibos que comprovam o pagamento às duas partes, à Federação Paulista de Futebol e à Lusa e ainda fez séria denúncia de extorsão contra a FCF.

“Isso é mentira. Tenho todos o comprovantes de pagamento. Foi acordado que eu pagaria R$ 45 mil para a FCF. Eles abriram mão dos 5% da renda e optaram por esse combinado prévio. À Arena Castelão a gente pagou aluguel de R$ 70 mil e tenho recibos. A única coisa que aconteceu, e vamos brigar contra isso, é que tem 7% ou 10% da renda que é pedido pelo governo”, sentenciou.

Leia Mais: Arena Castelão cobra Lusa após calote de empresa no empate com o Flamengo

Além de se defender das acusações de calote, Fabiano atacou a Federação Cearense: “Tentaram me extorquir por um tal ‘Seu Luiz’. Ele me deu uma lista de oito repórteres e falou que eu tinha que passar R$ 8.200 para eles. Esse ‘Seu Luiz’ é um representante da FCF. Eu não concordei com isso desde o início das conversas e ele ficou falando que ia ter coisa contra minha empresa na mídia, falou que ia tirar até o jogo”.

O empresário promete entrar na Justiça contra a FCF por calúnia e difamação e vê a recusa em subornar o suposto funcionário da entidade como o principal motivo para se tornar alvo de acusações de golpe. Fabiano ainda afirma que, desde o início, foram impostas dificuldades para a realização do jogo, que estava previamente marcado para Campo Grande (MS), onde a Xaxá Produções e Eventos é sediada.

“O evento era para ser no Mato Grosso do Sul, mas como começou o horário de verão, o jogo seria às 14 horas em Campo Grande e mudaram para Fortaleza com essa desculpa (no Ceará a partida iniciou às 15 horas).Tivemos que refazer todo o evento em uma semana e o custo aumentou muito. Já tínhamos comprado passagens por R$ 11 mil para o MS, sorte que minha agência reembolsou. Para Fortaleza as passagens saíram por R$ 52 mil”, reclamou.

Embora Carlos Ferreira, dirigente da Portuguesa, afirme que o clube paulista ainda precisa receber R$ 30 mil da empresa sul-mato-grossense, Fabiano garante não ter mais dívidas com a Lusa: “Paguei 100% a eles”. Já em relação às reclamações da FCF e da Arena Castelão, o empresário enumerou todos os itens que foram cobrados e voltou a citar a taxa destinada ao governo cearense como única pendência.

“No quadro móvel das federações, que gira em torno de R$ 59 mil e que foi pago, tem ambulância, lanche, empresa de segurança, catraqueiros. Tenho recibo de tudo. Teve um negócio de R$ 2.200 para FCF para gandulas e delegado. A FPF recebeu os R$ 45 mil (relativo a 5% da renda) e paguei 5% ao INSS e também a taxa do seguro-torcedor. Para a Arena, paguei os R$ 70 mil de aluguel em duas parcelas: uma na quarta e uma no dia do jogo. Eles que não deixaram lançar no borderô”, denunciou.

Um Boletim de Ocorrência foi registrado no 2º Distrito Policial de Fortaleza contra a Xaxá Produções e Eventos com a presença de representantes da FCF, da FPF, da Arena Castelão e do presidente da Lusa, Manuel da Lupa. Fabiano afirmou ter conversado por meia hora com o mandatário rubro-verde nesta segunda-feira e ouviu garantias de que o clube não o denunciou.

“Ainda não fui intimado, comunicado e nem nada. O Manuel da Lupa me disse que só acompanhou o pessoal por educação e não fez nenhuma denúncia, não disse nada contra minha empresa. É lamentável essa situação. Tudo o que posso fazer contra a Federação Cearense é entrar na Justiça e processá-los”, concluiu.

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