Futebol/Brasileiro Série B - ( - Atualizado )

Kleina cita música de Roberto Carlos em discurso com tom de adeus

Luiz Ricardo Fini São Paulo (SP)

O técnico Gilson Kleina vive um clima de despedida no Palmeiras. Apesar do desejo de permanecer no clube, o treinador não foi procurado para conversar sobre uma renovação de contrato e adotou um discurso parecido ao de uma despedida nesta sexta-feira, na véspera da partida que pode determinar o retorno matemático do Verdão à elite nacional.

“O desempenho do clube faz com que todos nós cresçamos de patamar, porque tivemos uma seriedade muito grande. Se não tivesse sido assim, não teríamos tantas coisas boas acontecendo. Fiquei sabendo que o Roberto Carlos é palmeirense e vascaíno. Ou seja, se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”, afirmou, citando um trecho da música “Emoções”.

Kleina foi contratado pelo Palmeiras no decorrer do Brasileirão passado, quando assumiu a equipe em uma concentração em Itu, substituindo Luiz Felipe Scolari. A missão do treinador era livrar o clube do rebaixamento, mas não conseguiu evitar a queda.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Kleina citou a música "Emoções" para demonstrar que ficou satisfeito com o que viveu até aqui no Verdão
Mesmo assim, o técnico foi mantido para 2013, superando até mesmo a troca de presidente, com a saída de Arnaldo Tirone e a eleição de Paulo Nobre. Com a garantia do cargo apenas até dezembro, Kleina precisa só de um empate contra o São Caetano para assegurar matematicamente o retorno à elite.

“Passa realmente um filme, de quando iniciamos em Itu e fizemos toda a caminhada. Existiu uma mobilização nesta trajetória e, por onde passamos, vimos a grandeza do Palmeiras, que movimentou todos os cantos do Brasil”, acrescentou.

O elenco palmeirense manifesta apoio pela renovação do acordo do técnico, mas o profissional sequer é chamado a participar de reuniões que tratam sobre reforços para a próxima temporada. Assim, Kleina sabe que a direção pode simplesmente aguardar o fim de seu vínculo.

“Não tivemos conversa alguma sobre 2014. Nós acatamos o que é decidido e temos de canalizar as forças até 31 de dezembro. A decisão pode ser tomada com o acesso ou, de repente, simplesmente podem deixar cumprirmos o contrato, é um direito da diretoria”, completou.

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