Futebol/Copa do Brasil - ( - Atualizado )

Léo Moura completa 35 anos com noite perfeita no Maracanã

Rio de Janeiro (RJ)

Único remanescente da conquista da Copa do Brasil de 2006, Leonardo Moura viveu noite de sonhos no Maracanã. O capitão do Flamengo completou 35 anos na última quarta-feira, oito deles dedicados ao time da Gávea, e fechou a conta da goleada por 4 a 0 sobre o Botafogo, que garantiu a equipe rubro-negra nas semifinais do torneio nacional.

Léo foi ovacionado logo que pisou no gramado para aquecimento antes do clássico. Desde o apito inicial, se mostrou nervoso em busca de uma grande atuação, chegando a discutir com o árbitro rispidamente em algumas ocasiões. Pouco a pouco, porém, Hernane aliviou a tensão do camisa 2. O artilheiro abriu a contagem, fez o segundo, o terceiro e sofreu pênalti aos 25 minutos da etapa complementar.

A torcida flamenguista não teve dúvidas e passou a pedir que o lateral direito veterano cobrasse a penalidade. Léo acatou sem hesitar, ajeitou a bola na marca da cal e tomou distância. Com firmeza, caminhou lentamente e bateu com categoria no canto esquerdo para deixar o goleiro Jefferson fora da fotografia. Era a consagração do ídolo, campeão brasileiro de 2009 e tetracampeão carioca.

“Foi um presentão. Tinha treinado para bater naquele canto mesmo e fui abençoado com o gol. Pedi para que Deus me desse direção e tranquilidade e foi isso que aconteceu. Nunca vivi uma emoção como essa. É um dia especial, uma data especial, nunca esperei passar por isso. Sempre pedi a Deus coisas boas, mas igual a essa nunca vi”, agradeceu o capitão.

E se faz a alegria da torcida há oito anos, Leonardo Moura já inspira os jogadores mais jovens a seguirem o mesmo caminho. Ofuscado pelos três gols de Hernane e pelas homenagens ao lateral, o jovem Paulinho teve papel fundamental no clássico ao criou as melhores chances rubro-negras e levou os torcedores ao delírio ao dar lugar a Bruninho no segundo tempo.

“Vim aqui para ajudar, ser campeão e fazer história, como o Léo Moura vem fazendo. O Jayme (de Almeyda, técnico) me deu liberdade para jogar solto, fui bem e ajudei o time”, afirmou o atacante contratado junto ao XV de Piracicaba no meio do ano e candidato a xodó na Gávea.

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