Futebol/Campeonato Brasileiro - ( )

Muricy corta rachão, mas segue em alta com elenco são-paulino

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Entre os duelos contra Vitória e Cruzeiro, Muricy Ramalho recebeu a notícia das lesões do zagueiro Antônio Carlos e Luis Fabiano e tomou uma decisão. O treinador resolveu abolir no São Paulo a prática do rachão, realizada na véspera dos jogos com o intuito de colocar os atletas em movimento e, ao mesmo tempo, descontraí-los.

Sempre apitado pelo preparador de goleiros Haroldo Lamounier, o rachão no CT da Barra Funda era muito disputado. Em algumas (raras) ocasiões, a vontade de vencer o time adversário era tanta que os atletas acabavam confundindo as brincadeiras e se estranhando de verdade.

"É um treinamento com o qual nunca fui muito simpático. É cultura do futebol, mas que não resolve muita coisa. Eu já tive muita experiência nisso. Já perdi muitos jogadores por causa desse rachão. É um treinamento em que o jogador às vezes fica muito descontraído e se machuca", justifica o treinador, lembrando casos de cortes até para Copa do Mundo.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Fitas são improvisadas como redes para que Aloísio (substituto de Luis Fabiano) e companhia se divirtam
As lesões de Antônio Carlos e Luis Fabiano não foram em rachões, mas lembraram Muricy o quão reduzido é o elenco são-paulino. A fim de evitar novos desfalques, ele comunicou aos atletas que a prática estava abolida. No lugar, eles disputariam partidas de futevôlei em duplas.

"Há alternativas. Quando não está funcionando, tem que trocar. Você tira uma coisa e dá outra. Aqui não é radical, não tem essa de pôr de castigo. Achei melhor, pelo momento. Eles adoram futevôlei, jogam na praia. Também é bom porque passa, movimenta. É o que a gente quer: um pouco de atividade também", diz.

A alternativa encontrada por Muricy o manteve em alta com o elenco. Muito bem quisto pela torcida, ele também tem o grupo na mão, diferentemente, por exemplo, de como era com Ney Franco, técnico que iniciou a campanha no Brasileiro. Paulo Autuori, que igualmente não encontrava resistência, gostava do rachão, mas foi demitido por não obter resultados.

Na manhã deste sábado, a comissão técnica encerra a preparação para enfrentar o Bahia. O treino será fechado para a imprensa, mas é certo que rachão não haverá antes da viagem a Savaldor.

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