Futebol/Copa 2014 - ( - Atualizado )

Parreira desiste de Diego Costa, mas Marin promete “lutar até o fim”

Helder Júnior São Paulo (SP)

A decisão do atacante Diego Costa de defender a seleção espanhola, e não a brasileira, foi suficiente para convencer Carlos Alberto Parreira. O coordenador técnico da equipe dirigida por Luiz Felipe Scolari confirmou que o jogador do Atlético de Madri não deverá mais ser convocado para os amistosos contra Chile e Honduras, em 16 e 19 de novembro, conforme estava programado. Mas José Maria Marin, presidente da Confederação Brasileira de Futebol CBF), ainda não se deu por vencido.

“Para mostrar que existe democracia na CBF, tenho uma opinião diferente dessa do presidente. Fui favorável à convocação do Diego Costa até o momento em que ele escolheu a Espanha. Daí para a frente, eu não o traria mais para o Brasil”, avisou Parreira, bastante incomodado com o assunto.

Marin acompanhou o seu coordenador técnico em um evento realizado no CT da Barra Funda, do São Paulo, na tarde desta terça-feira – que serviu para divulgar 83 centros de treinamento credenciados a receber seleções na Copa do Mundo de 2014. E fez uma longa e calorosa defesa em relação à postura da CBF no caso de Diego Costa: “O Brasil vai lutar até o fim pela inscrição do jogador. Iremos até as últimas instâncias. Parece-me que, a essa altura, ele já decidiu jogar pela Espanha, mas isso não encerra o episódio. Confesso que não penso como o Parreira. Cabe à CBF defender o que julga seu direito dentro da legislação esportiva internacional”.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Marin ainda quer ver Diego Costa com a camisa da Seleção Brasileira na Copa do Mundo
Com nacionalidades brasileira e espanhola, Diego Costa já havia sido chamado anteriormente por Felipão – como se tratavam de amistosos, e não de jogos oficiais, o gesto não inviabiliza uma provável convocação para defender a Espanha na Copa do Mundo de 2014. “A CBF não pode ser acusada de omissão. Ele e mais cinco jogadores foram escolhidos antecipadamente por nós, até por questões burocráticas. É o artilheiro do Campeonato Espanhol e poderia ter sido útil para a gente, mas vejo o caso encerrado depois que o atleta deu a sua opinião”, insistiu Parreira.

Tentando amenizar a polêmica, Marin lembrou que não costuma interferir nas opções de Felipão e Parreira. “A comissão técnica do Brasil tem total liberdade para convocar e escalar jogadores. Nunca palpitei nesse aspecto. A única coisa que faço é transmitir a quem de direito as mensagens dos atletas que eventualmente me procuram”, disse, sem querer se indispor também com a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF). “Avisamos a eles o nosso desejo e disposição de contar com o jogador dentro da maior diplomacia possível, pois temos um relacionamento muito bom.”

As palavras de José Maria Marin não foram o bastante para tirar o desconforto de Carlos Alberto Parreira. Ao final do evento no CT da Barra Funda, o braço direito de Felipão franziu a testa quando escutou o nome de Diego Costa novamente e pediu para não ser mais questionado sobre a controvérsia. Aldo Rebelo, ministro do Esporte, fez questão de cumprimentá-lo pela iniciativa de esquecer o atacante que rejeitou a Seleção Brasileira.

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