Futebol - ( - Atualizado )

Paulo André discorda de “desgraça” na temporada alvinegra em 2013

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Paulo André gosta muito de aparecer na sala de imprensa do CT do Parque Ecológico para mostrar sua visão sobre variados assuntos. Na entrevista concedida na manhã de segunda-feira, além de falar com brilho nos olhos do movimento Bom Senso FC, o zagueiro apresentou a sua opinião sobre a temporada do Corinthians, bem inferior às duas anteriores.

“Acho que o primeiro semestre foi bom, apesar das críticas de que paramos em Tóquio-2012”, afirmou o beque, confundindo o local onde o time conquistou o Mundial do ano passado, em Yokohama. “Fizemos dois jogos muito bons contra o Santos na final do Paulista, a mesma coisa contra o São Paulo, na Recopa. Vocês me desculpem, mas eu discordo da desgraça que estão apontando por aí, acho que a análise é malfeita.”

“O segundo semestre foi muito abaixo do que a gente poderia produzir, do elenco que temos, do investimento. Mas não desprezo os títulos que foram conquistados, ninguém deu de graça. A gente escuta que o último jogo do time foi em 2012, que ninguém quer nada com nada. Se não quer, não é campeão de nada. Nem do Paulistinha, nem da Recopa, que são só dois jogos”, acrescentou.

Divulgação/Agência Corinthians
Para o zagueiro Paulo André, "é humano ter um momento de baixa" (foto: Daniel Augusto Jr.)
Após os triunfos no Paulista e na Recopa Sul-americana, no entanto, o Corinthians decepcionou bastante no Campeonato Brasileiro. Esperava-se que a equipe – levando a competição à vera desde o início, diferentemente do que aconteceu em 2012 – brigasse pelo título, mas, a sete rodadas do final, o posto ocupado é apenas o 12º, com 11 pontos de distância para a zona de classificação para a Copa Libertadores.

No fim de outubro, eliminados também da Copa do Brasil, os comandados de Tite se encontram em situação bem diferente da vivida um ano antes. Na mesma altura do calendário, em 2012, eles faziam boa campanha no segundo turno do Nacional, em preparação para o triunfo de dezembro no Japão. Alexandre Pato ainda vivia “anos maravilhosos na Itália”.

“A gente iniciava agora a reta final dos jogos que usamos para chegar 100% ao Mundial. A equipe jogava sozinha, era tudo automático, e a gente estava sem pressão. Neste ano, é o contrário. Há pressão, o sistema não está tão bem sincronizado, o adversário sabe muito bem o que a gente faz”, comentou Paulo André, sem descartar uma arrancada rumo à Libertadores nas partidas derradeiras de 2013.

“Eu, como bom guerreiro e atleta, não desisto nunca. Enquanto houver chance matemática, vou tentar. O grupo segue esse caminho, esse intuito. Se não der, a gente fez o melhor. Não posso abrir mão de fazer o melhor. Caso contrário, não tenho dignidade para vestir a camisa do Corinthians”, concluiu o zagueiro.

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade