Futebol/Brasileiro Série B - ( - Atualizado )

Prass quer defender Kleina em campo, mas deixa futuro para diretoria

Luiz Ricardo Fini São Paulo (SP)

A série de manifestações de apoio que Gilson Kleina recebe dos jogadores não será levada em conta pela diretoria do Palmeiras. O presidente Paulo Nobre já deixou claro que a decisão sobre o futuro do treinador cabe exclusivamente à cúpula alviverde, mas o goleiro Fernando Prass espera demonstrar sua proteção ao técnico com as atuações nos jogos que restam nesta temporada.

“Não sei se tem clube que consulta jogadores sobre isso. Existe o papo no dia a dia, um sentimento de vestiário, mas quem toma decisão são os diretores, porque amanhã ou depois são eles que vão receber cobranças por terem contratado alguém ou mantido o Gilson. O que podemos é fazer nosso melhor trabalho possível em campo, para darmos respaldo ao treinador”, avaliou.

O técnico chegou ao Palmeiras no ano passado, com a missão de salvar o clube do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, mas não conseguiu evitar a queda. Mesmo assim, foi mantido no cargo, até com a saída do presidente Arnaldo Tirone para a entrada de Nobre.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Fernando Prass acha normal a diretoria não consultar os jogadores para definir futuro de Gilson Kleina
Nesta temporada, o treinador não conseguiu êxitos com o Verdão no Campeonato Paulista, na Copa Libertadores da América e na Copa do Brasil, mas obteve o acesso matematicamente para a elite nacional restando ainda seis rodadas nesta Série B.

“Não podemos analisar só resultado, seja para o bem ou para o mal. Uma vitória engana e encobre problemas de relacionamentos, financeiro, estrutural... Tem de analisar o trabalho de todos com cuidado, porque foi um início de ano complicado, tivemos eleição em data imprópria. Dentro das circunstâncias, fizemos bom papel, não digo que foi o melhor”, acrescentou o goleiro.

Apesar de saber que a diretoria não dará atenção às declarações dos jogadores, Fernando Prass entende que é preciso levar em conta a dificuldade que o treinador enfrentou no início desta temporada, quando teve problemas na montagem do elenco.

“Sempre achei interessante a continuidade do trabalho. O Kleina chegou em um momento muito difícil, com pressão. No começo deste ano, o material humano era escasso, chegamos a jogar com o Souza de centroavante. Só tivemos o grupo completo na parada para a Copa (das Confederações). O cenário ideal para ele seria começar um ano com este grupo formado por ele, mas cabe à diretoria tomar as decisões”, completou.

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