Futebol - ( - Atualizado )

“Privilegiado”, Tite diz ter orgulho por ainda estar no Corinthians

Marcos Guedes Mogi Mirim (SP)

Há orgulho também na crise. Continuar como técnico do Corinthians após oito partidas sem vitória – com um só gol marcado na sequência, cuja partida mais recente é uma derrota por 4 a 0 para a Portuguesa – mostra a Tite o respeito que ele conquistou no clube do Parque São Jorge.

“Sou o técnico do Corinthians, isso me orgulha muito, agradeço todos os dias. Posso dizer que sou um cara privilegiado. Estar técnico do Corinthians, com uma série de resultados negativos, não é para qualquer um. Quero ter toda a força possível, a capacidade e o discernimento que o momento exige para retribuir”, afirmou o treinador.

A situação não é exatamente nova para o gaúcho, que ainda não havia conquistado nenhum título no time alvinegro quando aconteceu a marcante derrota para o colombiano Tolima, na fase prévia da Copa Libertadores de 2011. Salvo por uma vitória sobre o Palmeiras no jogo seguinte, ele seguiu seu trabalho e ganhou tudo.

“Como falei, sou um cara privilegiado. Acreditaram no meu trabalho, na minha forma de conduta”, disse Tite, que sempre recorda com carinho as manifestações de apoio que recebeu na época. Desta vez, tendo já superado boa parte da resistência que enfrentava, vê essas manifestações mais numerosas.

“De manhã, na minha casa, minha mulher avisou que tinham torcedores querendo passar apoio e me dar um monte de coisa. Claro que também há descontentes, também estou descontente, mas sou privilegiado pelo número de pessoas que têm me apoiado”, comentou.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
"É nóis, mano", com letra minúscula mesmo, disse Tite, após o treinamento de terça-feira
Tite preferiu não comentar as informações que circularam de que teria pensado em pedir demissão após a goleada do último final de semana, ideia da qual foi supostamente demovido pelos jogadores. Em sua primeira entrevista desde a dura derrota, apenas agradeceu o apoio e prometeu “persistência”, palavra que usou repetidamente.

“Pensei em dar o melhor para o Corinthians, em colocar o Corinthians acima de tudo. Se o Corinthians é nóis quando ganha, tem que ser nóis quando perde”, disse o gaúcho, usando também a linguagem da Fiel para explicar até quando pretende permanecer: “É nóis, mano, até quando o comando quiser”.

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