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Razão ponte-pretana para demissão ainda tira o sono de Guto

Bruno Grossi, especial para a GE.net São Paulo (SP)

Guto Ferreira vive grande momento no comando da Portuguesa, ocupando a 11ª posição no Campeonato Brasileiro. Mas o sono do treinador ainda é perturbado pela maneira como foi demitido pela diretoria da Ponte Preta no início do torneio nacional. Os dirigentes da Macaca alegaram que o técnico não tinha boa relação com o elenco e por isso optaram por dispensá-lo. Meses depois, as equipes se reencontraram no Canindé e o cenário visto foi completamente distinto.

Um por um, cada jogador ponte-pretano se dirigiu ao banco de reservas da Lusa e cumprimentou Guto, que foi campeão do interior no primeiro semestre, de maneira efusiva. Na entrevista coletiva após a vitória por 2 a 1 pela 18ª rodada, o chefe rubro-verde não escondeu a irritação e afirmou que a atitude dos ex-comandados provaram que os argumentos da diretoria eram infundados.

“Não foi questão de desabafar. Sei que é uma situação contratual e que se, por exemplo, a Portuguesa quiser me demitir amanhã, não precisa me dar satisfação. O que não pode é buscar um tipo de situação que não é verdade, porque isso pode me atrapalhar em futuros trabalhos. Os clubes podem não me querer porque disseram que eu não tinha bom relacionamento com os jogadores, o que não é verdade. Foi só uma proteção, foi para mostrar ao público que aquilo não era verdade. Nada mais do que isso”, garantiu Guto à GazetaEsportiva.net.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Jogadores da Ponte Preta fizeram questão de cumprimentar Guto Ferreira no reencontro no Canindé
Apesar da preocupação com o caso criado pelos dirigentes da Ponte, o técnico rechaça qualquer possibilidade de nutrir sentimento ruim pelo ex-clube. Relembrando os amigos deixados em Campinas, Guto também aproveitou para avisar a diretoria da Lusa que ela tem total liberdade para decidir seu futuro no momento em que achar conveniente.

“Tenho um respeito muito grande pela diretoria da Ponte. Não cabe a mim julgar se a escolha foi certa ou errada, não é problema meu. Meu problema foi ter ido para lá, ter executado meu trabalho e ter feito meu melhor. Se meu melhor foi suficiente ou não, a avaliação é deles. Como hoje na Portuguesa. Busco fazer o melhor e se amanhã ou depois não for suficiente, eles que analisem. O que não posso é ficar com uma marca que não é verdade. Tenho muitos amigos dentro da Ponte e muito respeito pelo clube e pelas pessoas ali dentro”, sentenciou.

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