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Para não perder mandos, São Paulo tenta identificar brigões

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Como a procuradoria-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) adiantou que irá denunciá-lo pela briga entre torcedores e policiais militares no Morumbi, o São Paulo já prepara sua defesa antes mesmo de ser notificado. Desde segunda-feira, o clube colhe material para tentar se eximir de responsabilidade pelo ocorrido no intervalo do clássico contra o Corinthians.

Segundo o artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, no qual deve ser baseada a denúncia (deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordem), o São Paulo pode receber multa que varia entre R$ 100 a R$ 100 mil e perder mando de campo de uma a dez partidas – punição esta mais preocupante no momento, tendo em conta o risco de rebaixamento do time no Campeonato Brasileiro.

O mesmo artigo prevê, no entanto, que a comprovada identificação dos "autores da desordem" eximiria a entidade da responsabilidade. Por isso, o departamento jurídico reúne imagens da briga, ocorrida no intervalo da partida de domingo, no setor onde ficam localizadas as torcidas organizadas são-paulinas. A confusão foi relatada pelo árbitro Wilson Luiz Seneme, com a ressalva de que, "contida pelo policiamento", não resultou em "atraso no reinício".

"Estamos reunindo todo material de vídeo, depoimento e informações que estão chegando. Estamos buscando construir o arcabouço de defesa mais sólido possível", diz à GE.net Roberto Armelin, advogado do São Paulo na capital paulista. Na sede do STJD (no Rio de Janeiro), o clube deverá ser representado por Carlos Portinho.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Torcedores são-paulinos se envolveram em briga com policiais militares no intervalo do clássico de domingo
Em nota, a maior uniformizada se isenta de culpa e diz que seus diretores tentaram apartar a briga com os policiais, sem sucesso. Avisa também que já está tomando as providências para que não haja penalização ao clube. Ela mesmo, entretanto, acabou sendo proibida pelo Ministério Público de entrar nos estádios com artigos, faixas e instrumentos até que o caso seja apurado.

Quanto ao clube, outra estratégia será tentar convencer o tribunal de que a arquibancada do Morumbi não costuma ser palco de violência, ao menos não recentemente, e que os últimos episódios têm em comum o fato de terem ocorrido em clássicos contra o Corinthians. A defesa busca provas que sustentem a tese de que a confusão foi motivada por artefato explosivo arremessado por torcedores rivais.

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