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Souza dá “voto de confiança” à diretoria da Lusa e promete empenho

Bruno Grossi, especial para a GE.net São Paulo (SP)

Apesar da derrota para o Goiás no Canindé na última quinta-feira, a Portuguesa vive bom momento no Campeonato Brasileiro. Fora dos gramados, porém, o clube enfrente problemas financeiros e, após manifestação tímida dos jogadores, a torcida já passa a cobrar os dirigentes para que o grupo não caia de rendimento justamente por possíveis atrasos em salários e direitos de imagem.

Durante o revés por 2 a 1 para os esmeraldinos, os torcedores entoaram cânticos clamando pelo pagamento das dívidas com os atletas e prestaram total apoio ao time após o apito final. O meia Souza, porta-voz do elenco, reforçou os pedidos para que a situação seja resolvida, mas garantiu que a postura dentro de campo não será alterada.

“A gente dá um voto de confiança para a diretoria e espera que as coisas sejam resolvidas o mais rápido possível. E o torcedor pode ficar despreocupado que, pagando ou não pagando, de maneira alguma a equipe vai deixar de correr. Se isso acontecer, só o clube sai prejudicado. Nós nos abraçamos e não vamos deixar a peteca cair. Que a diretoria faça a parte dela, que dentro de campo continuaremos fazendo a nossa”, cobrou o camisa 10.

Souza também aproveitou para comentar os prejuízos causados pelo tropeço em casa no Brasileirão. De postulante à vaga no G-4, a Lusa volta a se preocupar com a proximidade da zona de rebaixamento, mas não está sozinha na briga. Isso porque São Paulo, com 33, Coritiba e Fluminense, ambos com 34 pontos, podem terminar a próxima rodada na degola.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Souza nega qualquer possibilidade de corpo mole caso os problemas com a diretoria não sejam resolvidos
“Tudo tem sua hora. Se perdeu era porque era a hora de perder. Não vou tirar o mérito do Goiás, mas a equipe dominou e eles fizeram só gols em bola parada. Acredito que foi o dia de perder. Melhor perder hoje do que perder em um jogo que precisasse vencer para permanecer na primeira divisão. Temos que juntar os cacos para reagir nos próximos jogos”, projetou o meia.

Neste domingo, às 18h30 (de Brasília), a Portuguesa encara o Atlético-PR em Curitiba no estádio Durival de Britto, enquanto na quarta-feira visita o Criciúma no Heriberto Hulse às 21 horas. Para o técnico Guto Ferreira, o momento é de “buscar o que foi perdido em casa”, esquecer a empolgação das goleadas sobre Santos e Corinthians e recuperar a forma física ante um rival com um dia a mais de descanso.

“Quando ocorre placar elástico é momento, eu não me empolguei. Tem que fincar o pé e trabalhar muito. Eles (Atlético-PR) jogaram quarta e nós na quinta. ‘Ah, isso não interfere’. Interfere, sim. A medida que vem acumulando, interfere. Essa foi a quarta ou quinta seguida sem intervalo. Começa a chegar no ponto em que cai o rendimento”, lamentou.

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