Futebol/Brasileiro Série B - ( )

Verdão faz campanha interna por mais calma em campo após provocações

William Correia São Paulo (SP)

A expulsão de Leandro na vitória sobre o Oeste aumentou um alerta no Palmeiras para o que pode virar obstáculo na busca pelo acesso cada vez mais próximo na Série B do Brasileiro. Gilson Kleina pede que seus jogadores se acalmem para que as já frequentes provocações adversárias não prejudiquem o líder da competição.

“Conversamos não só semanalmente, mas sempre antes do jogo que alguns jogadores são referência. Tentamos falar para não caírem em provocação”, comentou o técnico, bastante preocupado com Valdivia. “Com ele é aquela situação: qualquer coisa que fale ou faça um gesto, já querem fechar e fazer tumulto porque sabem que a arbitragem vai dar cartão.”

Valdivia, por enquanto, está imune a essas artimanhas, apesar de ser o principal alvo delas. No 0 a 0 com o América-RN, por exemplo, o chileno chegou a ouvir que tem bafo na tentativa do goleiro Andrey em enervá-lo. O meia também já levou cotovelada que o deixou de olho roxo e boca inchada e, diante do Oeste, foi substituído para evitar o cartão vermelho por tantas discussões que mantinha com rivais e árbitro.

Entre os 20 clubes da Série B, o Verdão é o sexto que mais levou cartões vermelhos. As seis expulsões foram por questões disciplinares: Márcio Araújo reclamou demais do gol irregular na derrota para o Sport, Ronny se desentendeu com o goleiro do Guaratinguetá, Charles acertou cotovelada em atleta do Bragantino, Wesley deu um tapa em jogador do Paysandu, Alan Kardec discutiu asperamente após levar voadora do goleiro do América-MG – depois, recebeu cusparada de Willians –, e, agora Leandro, chutou a bola após o apito de impedimento e um minuto depois de chutar a coxa de um jogador do Oeste.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Valdivia é maior alvo de provocação: sábado, ouviu do goleiro do América-RN até que tem bafo
Na lista de problemas, também deve se incluir Mendieta, que agrediu um rival do Paysandu e cumpriu quatro jogos de suspensão imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Até Gilson Kleina já pagou gancho por exagerar na reclamação com a arbitragem.

Em seu discurso, ao menos Wesley demonstra ter aprendido a lição. “No futebol, você precisa de muita paciência. Fiquei o jogo todo contra o Oeste em campo e presenciei muita coisa. Mas basta ter tranquilidade. Levar em consideração e querer revidar toda vez que for provocado é fogo”, disse Wesley.

“Às vezes o nervosismo toma conta, mas a provocação faz parte do futebol. Agora o Leandro vai ter que cumprir a suspensão, mas vamos para frente. Conseguimos uma vitória importante, com todos jogando bem sem levar perigo. É dar continuidade”, prosseguiu o volante, que também já pegou punição do STJD.

Os atletas estão alertas agora até para não se irritar com entradas duras. “Sabemos que todos os jogos seriam mais difíceis no segundo turno, todos serão pegados, com faltas um pouco mais violentas. E estamos preparados. Relaxamento não vai haver, estamos conversando muito sobre isso. Vamos continuar na pegada, relaxar só depois do título”, discursou Serginho.

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