Atletismo/Bastidores - ( - Atualizado )

Por reação, CBAt ouve técnicos e vê Mundial-2015 como parâmetro

Bruno Ceccon São Paulo (SP)

Os insucessos nas Olimpíadas-2012 e no Mundial-2013 levaram a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) a tentar reformular a estrutura da modalidade em um processo com interferência direta dos treinadores. Esperançosa, a entidade vê o Mundial-2015 como parâmetro para os Jogos-2016.

“Houve evolução em termos de finais e participações, mas os resultados do atletismo não foram condizentes tecnicamente nos últimos momentos. Então, precisamos de alguma maneira reformular todo o processo”, disse José Antônio Martins Fernandes, presidente da CBAt, na tarde desta terça-feira.

No último final de semana, em São Paulo, a CBAt promoveu o “Fórum Técnico de Alto Rendimento”. Durante o evento, 130 treinadores de 19 estados tiveram a oportunidade de sugerir mudanças estruturais no atletismo, medidas que devem ser ratificadas na próxima Assembleia da entidade, em março de 2014.

“Estamos criando uma discussão ampla dentro da comunidade para ver os pontos em que precisamos evoluir. Com organização, planejamento e trabalho, certamente vamos melhorar, mas não posso afirmar quais serão os resultados em 2016”, disse Toninho, cauteloso.

No encontro, as provas do atletismo foram divididas em cinco grupos, com seus respectivos líderes. O Fórum ainda serviu para tratar da criação da Escola Nacional de Treinadores, de um ranking para classificar os profissionais e de um banco de dados para ser usado pela classe.

Em conjunto com os técnicos, a CBAt decidiu aumentar o grau de exigência para participação em Seleção nacionais: além de fazer o índice A da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), o competidor deve integrar o top 30 do ranking mundial. O prazo para tentar a classificação termina 30 dias antes do início de cada competição.

Djalma Vassão/Gazeta Press
José Antônio Martins Fernandes e Antônio Carlos Gomes veem o Mundial-2015 como parâmetro para os Jogos-2016
Os integrantes do top 30 do ranking mundial de cada modalidade, assim como seus respectivos treinadores, serão contemplados por um programa de benefícios da CBAt, desde já não participem dos projetos do Ministério do Esporte – as três faixas de valor ainda não foram definidas.

A CBAt planeja fazer um mapeamento genético de 500 atletas. Ao comparar o modelo dos expoentes de cada modalidade com as características dos iniciantes, a ideia é direcionar os jovens para as disciplinas em que terão maiores chances de sucesso.

Antônio Carlos Gomes, superintendente de alto rendimento da CBAt, estima em oito anos o período necessário para produzir um atleta de alto nível. Com os Jogos do Rio de Janeiro-2016 no horizonte, ele classifica o plano da entidade como “emergencial” e espera ver resultados antes do previsto.

“Vamos ter um bom parâmetro no Mundial de Pequim-2015. Queremos fazer de 12 a 14 finais e partir em busca das medalhas. O que acontecer em Pequim é o vai acontecer no Rio de Janeiro. A situação vai mudar pouco ou quase nada para 2016.”, afirmou o superintendente.

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