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Antes de acidente, churrasco de operários celebrou fim da cobertura

Marcos Guedes São Paulo (SP)

O guindaste que desabou na última quarta-feira e matou dois operários no estádio do Corinthians instalava a 38ª e última treliça de suporte à cobertura. Os funcionários já tinham feito até um churrasco para comemorar o fim dessa fase das obras, que as deixariam muito perto da conclusão.

Marcada com antecedência, a celebração aconteceu no último sábado porque a 38ª treliça, na parte norte da arena de Itaquera, tinha instalação prevista para a semana passada. O problema foi que as fortes chuvas acabaram deixando o trabalho para depois, mas o churrasco não foi cancelado por causa disso.

Assim, a conclusão da cobertura foi comemorada, mas a cobertura não foi concluída. Pior, parte da cobertura da área leste, onde caiu o guindaste, foi comprometida e terá de ser refeita. O término das obras de uma maneira geral, antes previsto para o fim de dezembro, certamente será atrasado.

A construção fechou outubro 94% concluída. A expectativa da Odebrecht, com as 38 treliças instaladas, era anunciar a marca de 97% ao fim de novembro. Assim, em mais um mês, seriam feitos os retoques do estádio que vai abrir a Copa do Mundo do próximo ano.

Embora não falem oficialmente sobre prazos, dirigentes do Corinthians e engenheiros da obra apostam em um acréscimo de pelo menos dois meses no cronograma. De acordo com Comitê Organizador Local do Mundial, o estádio não corre o risco de ficar fora da competição.

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