Futebol/Campeonato Brasileiro - ( )

Após experiência inglesa, Denilson estranha impaciência no Brasil

Helder Júnior São Paulo (SP)

O volante Denilson trabalhou normalmente na quinta-feira, dia seguinte à eliminação do São Paulo na Copa Sul-americana. Não havia torcedores para cobrar o elenco na porta do CT da Barra Funda nem ameaça de demissão do técnico Muricy Ramalho. Ainda assim, o jogador estava incomodado com a impaciência diante de maus resultados, comum no futebol brasileiro.

“No Brasil, existe muito disso. Lá fora, nunca vi. Em um mês, você está estourando, fazendo chover. No outro, do nada, já não presta mais e tem que ser mandado embora. Algumas coisas a gente não entende no futebol daqui”, desabafou Denilson, que passou cinco temporadas (de 2006 a 2011) no Arsenal, da Inglaterra.

Enquanto só trabalhou com um treinador no clube inglês – o francês Arsene Wender –, Denilson teve três comandantes diferentes no São Paulo – Ney Franco, Paulo Autuori e Muricy – apenas neste ano. Para o jogador, a constante troca de comando foi prejudicial aos atletas do time do Morumbi.

“O Arsenal continua com o Arsene Wenger e faz oito ou nove anos que não ganha nada. Lá fora, nunca tive essa situação de sair e entrar treinador. É complicado, pois cada um tem a sua filosofia de trabalhar”, lamentou. “O Autuori era um p... de um homem, de grande caráter, e não deu certo. O Muricy chegou e voltamos a ganhar, mas perdemos para a Ponte Preta agora. É engraçado isso. Técnico ajuda bastante, mas os resultados dependem principalmente de os jogadores estarem focados”, avaliou.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Denilson ficou chateado com os maus momentos que o São Paulo vivenciou nesta temporada
Denilson sabe que ele mesmo pode ser vítima da exigência de conquistas do futebol brasileiro. Com contrato válido até o final de 2017, o volante admitiu a possibilidade de deixar o São Paulo já em 2014, pois rendeu pouco em 2013 e o elenco deverá passar por uma reformulação.

De qualquer maneira, o volante está longe de ser o principal alvo de críticas de torcedores. Ele até saiu em defesa de companheiros que estão mais visados: “O Luis Fabiano é um craque, que disputou Copa do Mundo, então temos que respeitar. O Jadson passou não sei quantos anos no Shakhtar Donetsk, então também merece respeito. O Osvaldo veio do Ceará e estava muito bem naquele trio com o Lucas e o Luis Fabiano. Vamos dar tempo ao tempo, como o Muricy está fazendo”.

Há um jogador, contudo, que corre o risco de não estar no São Paulo em 2014 e será eternamente idolatrado pela torcida: o goleiro Rogério Ceni, que poderá encerrar a carreira no final do ano. “Não tenho conversado com o Rogério sobre essa questão. Vamos esperar mais um pouco para ele mesmo dizer se vai continuar ou parar”, comentou Denilson.

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